Honduras e os Estados Unidos dão por normalizadas suas relações

Tegucigalpa, 29 jan (EFE).- O novo presidente de Honduras, Porfirio Lobo, e o embaixador dos Estados Unidos, Hugo Llorens, deram hoje por normalizadas as relações entre os países após a crise causada pelo golpe de Estado de 2009 contra Manuel Zelaya.

EFE |

"Estou feliz hoje que com a visita do embaixador estejamos normalizando praticamente as relações com os Estados Unidos", disse Lobo em entrevista coletiva com Llorens, depois de reunir-se na Casa Presidencial.

"Estudamos em Washington o procedimento para retomar nossa assistência econômica a Honduras. O senhor presidente e eu falamos sobre o procedimento", anunciou Llorens.

Os Estados Unidos, da mesma forma que outros países e organismos internacionais, congelaram as ajudas a Honduras e desconheceram vários diplomatas hondurenhos por causa da do golpe de Estado contra Zelaya de 28 de junho.

Llorens antecipou que "não há nenhum problema" para que o novo Governo hondurenho, que assumiu o poder na quarta-feira, credencie seu embaixador em Washington.

Indicou que haverá "uma resposta muito rápida" dos Estados Unidos quanto à reativação da cooperação com Honduras no combate conjunto do narcotráfico e o crime organizado.

Apontou que esta foi sua primeira reunião oficial com Lobo e que ambos, junto com os funcionários dos países, analisaram as prioridades de seu Governo e de que forma os Estados Unidos podem colaborar.

Lobo, que assumiu a Presidência nesta quarta-feira, ressaltou que a relação com os Estados Unidos é fundamental para Honduras, sobretudo porque nesse país moram 1,3 milhão de imigrantes hondurenhos.

"Como não vai ser fundamental para nós uma boa relação com o povo e Governo dos Estados Unidos? Para mim é prioritário porque mais de um milhão de compatriotas estão nos Estados Unidos, isso demanda uma relação cordial", expôs.

"Para nós é fundamental olhar ao norte, não unicamente pelo coração, mas também porque a razão nos diz que é o correto", especificou o governante hondurenho.

Lembrou que as remessas de dólares enviadas pelos hondurenhos a partir dos Estados Unidos beneficiam as "famílias de menores receitas".

Llorens anunciou sua colaboração para que o Governo de Lobo alcance uma nova prorrogação do Status de Proteção Temporário (TPS, na sigla em inglês), com a qual estão amparados 75 mil hondurenhos para trabalhar nos Estados Unidos.

O TPS, que deve ser renovado periodicamente, expirará em 5 de julho próximo.

Llorens reiterou seus elogios ao Governo de integração que inaugurou Lobo, vencedor das eleições de novembro, e seu respaldo à criação da Comissão da Verdade para esclarecer o golpe contra Zelaya, que na quarta-feira deixou o país com destino à República Dominicana após ter permanecido desde setembro refugiado na embaixada do Brasil.

Lobo e Llorens concordaram que ambos os países continuarão esforços para conseguir que o novo Governo hondurenho seja plenamente reconhecido pela comunidade internacional, que em sua maioria é reticente em validar por entender que é produto de eleições realizadas durante uma ruptura constitucional, em 29 de novembro. EFE lam/dm

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