Honduras destitui chefe da Migração que deportou cônsul do Brasil

TEGUCIGALPA - O novo Governo de Honduras destituiu hoje o diretor da Migração, Nelson Willy Mejía, por impedir o ingresso ao país e deportar a cônsul do Brasil Francisca Francinette de Melo, anunciou o Governo, Áfrico Madrid.

EFE |

"Em virtude deste tratamento indigno a diplomata do Brasil, foi tomada a decisão de destituir Nelson Willy Mejía como diretor de Migração", indicou o ministro em entrevista coletiva, e acrescentou que o Governo que preside Porfirio Lobo pediu desculpas ao Brasil.

Explicou que a diplomata chegou hoje ao aeroporto Toncontín de Tegucigalpa em um voo comercial procedente de Miami, mas funcionários de Migração não a deixaram entrar e imediatamente a deportaram em direção a esse país.

O ministro disse desconhecer o nome do diplomata, mas uma fonte de Migração indicou à Agência Efe que se trata de Francisca Francinette Melo e sustentou que "a Chancelaria deu a ordem" de não deixá-la entrar.

"Esta pessoa era a esposa do cônsul da República do Brasil credenciada em Honduras, ela foi deportada para os Estados Unidos", indicou o ministro de Governo, de quem depende a Direção de Migração e de estrangeiros.

"Este ato cometido por oficiais de Migração de deportar a diplomata coloca nossa nação em uma situação muito difícil", enfatizou Madrid.

"Já o chanceler (Mario Canahuati) expressou as mais sinceras desculpas ao povo e Governo do Brasil e à comunidade internacional" pelo incidente, acrescentou.

Madrid acrescentou que Mejía ocupava o cargo "desde o Governo anterior" que presidiu o líder de fato, Roberto Micheletti, e indicou que "nos próximos dias será nomeado um substituto".

O Governo de Micheletti rompeu relações com o Brasil pelo fato que o deposto presidente hondurenho, Manuel Zelaya, se refugiou na embaixada desse país em Tegucigalpa após voltar clandestinamente ao país três meses após sua derrocada, em 28 de junho passado.

Zelaya está na República Dominicana desde quarta-feira, quando Lobo assumiu o cargo e concedeu a ele um salvo-conduto.

Madrid não detalhou as razões que Mejía teve para deportar a diplomata, mas ressaltou que essa medida "é ruim para a política e a posição internacional de Honduras". EFE lam/dm

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