Diplomatas falaram na possibilidade de um acordo em 48 horas na abertura, neste sábado, de uma reunião de mediação entre as delegações dos dois rivais em Honduras, Manuel Zelaya e Roberto Micheletti, no gabinete do presidente da Costa Rica Oscar Arias.

"É possível que consigamos chegar a um acordo em 48 horas", indicou um de seus diplomatas à AFP, na perspectiva de que tudo volte ao statu quo de sábado 27 de junho, com Zelaya na presidência do país e Micheletti na do Congresso.

"Uma comissão de notáveis observaria esta retomada, que seria seguida de uma anistia para todos os atores da crise, e inclusive os militares", acrescentou.

Zelaya havia sido detido, expulso e destituído em 28 de junho, quando tentava organizar uma votação para brigar por um novo mandato, apesar do veto da Suprema Corte. Micheletti, presidente do Congresso, havia sido nomeado à frente do Estado.

A solução proposta pelo mediador, o presidente Arias, prêmio Nobel da Paz, passaria pela volta de Zelaya ao governo de união nacional, segundo estas fontes diplomáticas.

Arias havia antecipado esta proposta do governo de união nacional e de anistia dias antes deste segundo encontro de mediação.

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