Honduras ameaça cancelar vistos de funcionários americanos

Tegucigalpa, 31 jul (EFE).- As autoridades de Honduras advertiram hoje que se reservam o direito de cancelar os vistos do pessoal diplomático ou consular dos Estados Unidos, em resposta à decisão de Washington de revogar as credenciais de quatro funcionários do Governo que preside Roberto Micheletti.

EFE |

A reciprocidade que Honduras se reserva para o pessoal da embaixada dos Estados Unidos em Tegucigalpa é "sem nenhuma exclusão", ressalta um breve comunicado da Secretaria de Relações Exteriores de Honduras.

No dia 28, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, disse em Washington que a embaixada dos EUA em Tegucigalpa revogou os vistos diplomáticos de quatro pessoas que trabalham para o novo Governo de Micheletti, e de suas famílias, mas não as identificou.

Posteriormente, na capital hondurenha foi divulgado que essas quatro pessoas são o presidente do Parlamento, José Alfredo Saavedra; o vice-presidente da Corte Suprema de Justiça, Tomás Arita; o secretário de Defesa, Adolfo Sevilla, e o Comissário dos Direitos Humanos, Ramón Custodio.

A medida dos Estados Unidos é uma forma de pressão pelo golpe de Estado contra o presidente hondurenho, Manuel Zelaya, em 28 de junho.

A Chancelaria hondurenha, liderada por Carlos López, indicou que "nenhuma das pessoas cujos vistos foram cancelados cometeu crimes de corrupção, terrorismo, tráfico de drogas, desvio de fundos públicos ou outros".

O comunicado acrescenta que as pessoas afetadas "podem exercer ações de impugnação desses cancelamentos perante as instâncias judiciais dos Estados Unidos da América, em conformidade com sua legislação". EFE gr/db

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