Homicídios de jornalistas aumentam no início de 2009

Genebra, 2 mar (EFE).- Vinte e seis jornalistas já foram mortos este ano no exercício da profissão, o que aponta um aumento em relação a 2008, segundo relatório divulgado hoje pela Campanha Emblema de Imprensa (PEC, na sigla em inglês) ao Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU.

EFE |

Em apenas dois meses, o número de mortes de jornalistas já é quase a metade dos 60 assassinados em 2008, segundo a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF).

Embora a PEC relacione 91 mortes de jornalistas em 2008, uma quantidade bem maior, ainda assim a proporção dos dois primeiros meses deste ano é mais de três vezes superior ao total de 2008.

Em relação ao mesmo período do ano anterior (janeiro e fevereiro de 2008), quando foram mortos 16 jornalistas, o aumento é de mais de 50%, segundo o balanço da PEC.

"Longe de melhorar, a situação se deteriora", criticou o secretário-geral da organização, Blaise Lempen.

Segundo ele, "a morte destes jornalistas está claramente vinculada a situações de conflitos internos", sendo o maior número delas em Gaza, durante a ofensiva militar de Israel e no Paquistão -quatro em cada.

Somália, Rússia, México, Sri Lanka, Nepal, Venezuela e Iraque já tiveram dois jornalistas mortos em serviço neste ano.

Quênia, Filipinas, Colômbia e Madagascar registraram uma morte nestas circunstâncias, cada. EFE vh/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG