Homens-bomba eram hóspedes de hotel atacado na Indonésia

JACARTA - Os homens-bomba que atacaram dois hotéis luxuosos na capital da Indonésia, nesta sexta-feira, eram hóspedes de um deles havia alguns dias, passando-se por visitantes para romper o esquema de segurança.

Reuters |

AP
Explosão destruiu o restaurante do hotel Ritz-Carlton

Explosão destruiu o restaurante do hotel Ritz-Carlton

Oito pessoas foram mortas e dezenas feridas quando duas bombas explodiram com pouco intervalo de diferença nos hotéis JW Marriott e Ritz-Carlton, na área que é o centro dos negócios em Jacarta.

Depois de quatro anos sem incidentes desse tipo, que se seguiram a uma onda de atentados atribuídos ao grupo Jemaah Islamiah, ligado à rede Al-Qaeda, os atentados desta sexta-feira abalaram a confiança na eficácia da segurança nos hotéis e outros alvos em potencial.

Levou anos para que Bali se recuperasse de um atentado devastador em 2002 em sua principal área turística, no qual morreram 202 pessoas, na maioria estrangeiros.

A polícia afirmou que os explosivos do Marriott foram plantados por pessoas que haviam se hospedado ali e provavelmente armaram a bomba em seu quarto.

"O quarto 1808 tinha se tornado o posto deles desde o dia 15", disse o chefe da Polícia Nacional, general Bambang Hendarso Danuri, em entrevista à imprensa.

Embora ele não tenha estabelecido uma conexão direta com o Jemaah Islamiah, Danuri afirmou que as bombas foram feitas da mesma maneira que um dispositivo encontrado recentemente em Java Central, e que não explodira.

A mídia local informou que aquela bomba fora achada em uma casa que seria do genro de Noordin Top, um dirigente da Jemaah Islamiah que está foragido.

Embora a polícia não tenha feito comentários sobre isso, a emissora local TVOne mostrou imagens de circuito interno de televisão que, segundo afirmou, mostram o homem-bomba entrando no saguão do Ritz-Carlton, usando um boné de beisebol e puxando uma mala de rodinhas.

O chefe Danuri disse que as duas explosões foram obra de atacantes suicidas, mas não ficou claro quantas pessoas estavam envolvidas nos atentados.

"Na cena do crime encontramos dois atacantes suicidas", disse ele, indicando que os peritos terão uma árdua tarefa para juntar as peças dos locais dos atentados.

Uma das questões a ser investigada é como os atacantes conseguiram passar com explosivos e detonadores pelos controles de segurança que se acreditava serem os mais severos do país.

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