Homens que chantagearam membro da família real britânica são condenados

Londres, 2 mai (EFE) - Dois homens que chantagearam um membro da família real britânica após, supostamente, ter gravado declarações de um empregado da vítima nas quais dizia ter mantido relações homossexuais com ele, foram condenados hoje a cinco anos de prisão por um tribunal britânico.

EFE |

O juiz que analisou o caso qualificou o crime como um dos mais "sujos", "desagradáveis" e "mal-intencionados" da história judicial do país.

"Independente de se a gravação é real, a ação situa a vítima em uma posição de temor perante a possibilidade de que seja tornada pública", argumentou o juiz.

Ian Strachan e Sean McGuigan, de 31 e 41 anos, foram detidos em setembro depois que a vítima, casada, mas que não pode ser identificada por razões legais, colocou o caso nas mãos da Scotland Yard após ser contatado pelos chantagistas.

Os dois condenados exigiram que este membro da família real pagasse 50 mil libras (mais de 64 mil euros) por várias fitas de vídeo.

Antes, os homens haviam supostamente tentado vender as gravações, sem sucesso, a vários jornais, entre eles "The Sun" e "The Mail on Sunday", assim como ao publicitário Max Clifford.

Depois de não conseguir vender os vídeos, os homens entraram em contato com uma pessoa próxima a este membro da família real.

Um policial disfarçado compareceu ao encontro, que ocorreu em setembro em um hotel do luxuoso bairro londrino de Mayfair, onde os dois homens foram detidos.

A sentença foi anunciada após quase três semanas de julgamento e de uma investigação que custou pelo menos um milhão de libras (1,28 milhão de euros).

Os chantagistas utilizaram um telefone celular para as gravações, que posteriormente foram descarregadas em um computador.

Segundo o promotor, a maior parte do conteúdo foi gravada quando o ex-empregado estava sob efeitos do álcool ou de outras substâncias.

As filmagens, tanto de áudio quanto de vídeo, tinham uma duração de oito horas e supostamente incluíam, além das declarações sobre os atos homossexuais, comentários depreciativos sobre outros membros da família real.

Esta é a primeira vez em mais de um século que um membro da família real é vítima de uma chantagem.

Em 1891, o futuro Eduardo VII discutiu com seus advogados pagar duas prostitutas às quais tinha visitado em troca de cartas que tinha escrito às meretrizes.

O caso só veio a público em 2002, quando as mensagens foram vendidas em um leilão em Londres. EFE pdj/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG