Homenagens à CIDH na Argentina terminam em prisão clandestina da ditadura

Buenos Aires, 11 set (EFE).- Membros da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) retornaram hoje ao lugar no qual funcionou a maior prisão clandestina do período ditatorial na Argentina (1976-1983), em uma homenagem feita pelo Governo ao organismo.

EFE |

A cerimônia, liderada pela presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, aconteceu em um salão onde oficiais da Escola Superior de Mecânica da Armada (Esma) supostamente se reuniam e por onde se calcula ter passado 5 mil detidos ou "desaparecidos".

"Há 30 anos, os senhores tiveram que vir aqui, porque não havia justiça, nem liberdade de expressão na Argentina", disse Cristina, aos representantes da CIDH.

"Hoje os senhores vêm a um país onde há justiça, onde aqueles que violaram os direitos humanos estão sendo julgados pelos tribunais competentes (...) e onde a liberdade de expressão e de imprensa é talvez mais absoluta que nunca", enfatizou a presidente.

Estavam presentes no ato três dos integrantes da missão da CIDH que, em 1979, recebeu 5.580 denúncias de desaparições forçadas de pessoas na Argentina, que foram a base de um relatório que o organismo divulgou no ano seguinte. EFE hd/pd

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