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Homenagem a pai da independência birmanesa é celebrada sob vigilância

Bangcoc, 19 jul (EFE).- Soldados e policiais antidistúrbios vigiaram hoje um monumento em Yangun, a maior cidade de Mianmar (antiga Birmânia), onde funcionários do regime se reuniram por ocasião do 61º aniversário da morte do general Aung San, considerado o pai da independência do país.

EFE |

Debaixo de uma intensa chuva, a Polícia isolou com barricadas a estátua do general Aung San, fundador das Forças Armadas e pai do líder opositora e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, informou a televisão oficial birmanesa.

Representantes do Governo realizaram uma singela cerimônia na qual depositaram uma oferenda de flores aos pés da estátua.

Nesta ocasião, conhecida como "Dia dos Mártires", as bandeiras foram hasteadas a meio mastro, em memória das vítimas do ciclone "Nargis", que arrasou, há dois meses e meio, o sul do país, e deixou 138 mil mortos e desaparecidos, assim como dois milhões e meio de desabrigados.

Também não foram convidados diplomatas estrangeiros, como era habitual até agora.

Aung San foi assassinado por pistoleiros em 19 de julho de 1947, meses depois que o Império Britânico outorgou a independência à sua antiga colônia.

Sua figura é vista com receio pela Junta Militar que governa o país desde 1962, pois seu legado contribui para aumentar a popularidade de sua filha, que passou os últimos cinco anos sob prisão domiciliar.

Por sua parte, a Liga Nacional pela Democracia (LND), o principal partido da oposição, liderado por Suu Kyi, anunciou que fará sua própria cerimônia em sua sede em Yangun, sob fortes medidas de segurança, segundo fontes do exílio birmanês em Bangcoc. EFE fmg/gs

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