Homem-bomba mata nove patrulheiros sunitas no Iraque

Por Habib al-Zubaidy ISKANDARIYA, Iraque (Reuters) - Um homem-bomba atacou neste sábado um grupo de patrulheiros sunitas que esperavam para receber o salário em um posto militar ao sul de Bagdá, matando nove e ferindo 31, segundo a polícia.

Reuters |

Patrocinados pelos Estados Unidos, os patrulheiros, ou sahwas, ajudaram a reduzir a violência no Iraque depois que se voltaram contra a al Qaeda e grupos insurgentes. No entanto, a relação entre eles e o governo iraquiano, liderado pelos xiitas, tem tido momentos de tensão, por causa da prisão de líderes sahwas.

A violência que se seguiu à invasão norte-americana há seis anos caiu drasticamente no Iraque nos últimos 18 meses, mas insurgentes continuam a realizar atentados suicidas, uma marca da al Qaeda.

O ataque deste sábado ocorreu em Iskandariya, 40 quilômetros ao sul de Bagdá, parte de uma área uma vez conhecida como "Triângulo da Morte".

Os patrulheiros esperavam para receber o pagamento das autoridades. Atrasos de salário têm também provocado tensões entre os sahwas e o governo.

"Os sahwas se preparavam para entrar no posto militar para receber os seus salários, quando um homem-bomba conseguiu se explodir entre eles, matando nove patrulheiros", afirmou Ali al-Zahawi, comandante policial.

Os sobreviventes foram atendidos em um hospital local.

"O que fizemos para merecer isso?", indagava o patrulheiro Mohammed al-Janabi, ferido com gravidade na barriga e nas pernas. "Maldita al Qaeda, maldita al Qaeda", gritava.

Muitos dos sahwas são ex-insurgentes e temem que o governo queira processá-los por crimes do passado. Os militares dos Estados Unidos pagaram os seus salários até o ano passado, mas agora passaram essa responsabilidade para o governo.

Autoridades iraquianas e militares norte-americanos afirmaram que as prisões recentes de sahwas foram feitas de forma legal e por conta de evidências de que eles cometeram crimes, como plantar bombas, mesmo já recebendo salário dos Estados Unidos.

"Espero que esses sacrifícios convençam o governo de que merecemos melhor tratamento", afirmou outro sobrevivente, Salman Yasin, ferido levemente no braço.

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