Homem-bomba mata 10 no Paquistão; civis fogem de combates

PESHAWAR, Paquistão - Um carro-bomba guiado por um suicida matou dez pessoas nesta segunda-feira numa barreira policial do noroeste do Paquistão, enquanto o Exército continua enfrentando os militantes no vale do Swat.

Reuters |

A ofensiva no vale, 130 quilômetros a noroeste de Islamabad, é considerada um teste quanto à disposição do governo de conter a insurgência, especialmente depois de os EUA acusarem o governo local de "abdicar" de seus deveres.

Cerca de 200 mil civis deixaram as suas casas nos últimos dias, e ao todo cerca de 500 mil devem fugir. Elas se juntam a outras 555 mil pessoas já desalojadas do Swat e de outras áreas por causa dos combates desde agosto.

O homem-bomba matou dois agentes paramilitares e oito civis ao acionar seus explosivos em uma fila de carros no posto de controle, nos arredores de Peshawar, maior cidade do noroeste paquistanês, segundo Fazal Naeem, porta-voz da polícia.

"O alvo era o posto de controle, mas ele não conseguiu chegar até os soldados por causa da fila", disse Naeem.

Ninguém assumiu a responsabilidade pelo atentado. Explosões de bombas são comuns nos últimos dois anos no Paquistão, em geral tendo como alvo operações das forças de segurança.

O Exército iniciou na quinta-feira sua ofensiva no Swat, depois de receber ordens do governo para eliminar os militantes.

No domingo, os militares disseram que até 200 rebeldes haviam sido mortos em 24 horas no Swat e na vizinha região de Shangla. Não foi possível confirmar esse número de modo independente.

Na segunda-feira, aviões atacaram posições dos militantes no vale, enquanto um toque de recolher manteve os civis assustados dentro das suas casas, disseram moradores por telefone.

No domingo, o Exército havia suspendido o toque de recolher durante nove horas para permitir a fuga da população.

A ofensiva foi lançada enquanto o presidente Asif Ali Zardari estava nos EUA tentando convencer os Estados Unidos de que seu governo não está a ponto de cair e que ele está comprometido em derrotar a militância, o que seria vital para os esforços norte-americanos no vizinho Afeganistão.

A maioria dos partidos e da opinião pública apoia a ofensiva, mas isso pode mudar se ocorrerem muitas mortes de civis nos combates ou se houver a impressão de que a população está sofrendo indevidamente.

O líder oposicionista Nawaz Sharif visitou na segunda-feira um campo de refugiados e disse que "a nação de forma alguma aprova as atividades desses elementos que são responsáveis pelo deslocamento e migração dessa gente."


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