Toronto (Canadá), 31 jul (EFE) - A Polícia canadense deteve hoje um homem de 40 anos que seria responsável pelo assassinato e decapitação de um passageiro que viajava com ele em um ônibus no centro do Canadá. A Polícia não quis revelar as identidades do detido e da vítima. As autoridades ressaltaram que não sabem os motivos do ataque que transformou uma viagem rotineira em ônibus em um episódio violento. Um dos passageiros do ônibus, Cody Olsmtead, de 21 anos, disse à televisão pública canadense CBC que a vítima parecia ter 20 anos. Era só um rapaz. Disse que ia a Winnipeg, voltava para casa, afirmou Olsmtead.

O ataque aconteceu cerca de 85 quilômetros ao oeste dessa cidade, no centro do país, em um ônibus da companhia Greyhound no qual havia 37 passageiros e o motorista.

As testemunhas do ataque descreveram cenas tiradas de um filme de horror, com o agressor armado com uma faca grande, "tipo Rambo", segundo um passageiro, e o sangue da vítima espirrando pela janela da parte traseira do veículo.

Garnet Caton, que viajava uma fileira na frente de onde se sentavam a vítima e o agressor, declarou à "CBC" que o detido havia subido no ônibus uma hora antes do fato e se comportou de forma absolutamente normal.

Caton contou que o agressor tinha a cabeça raspada e usava óculos escuros, apesar de ser noite.

Após uma breve parada, o homicida se sentou na parte de trás do ônibus "junto a um passageiro que estava dormindo escutando música".

"De repente, ouvi um grito. Quando me virei, vi o agressor com uma faca, apunhalando o outro passageiro 50 ou 60 vezes. Corri em direção ao motorista e pedi que parasses o ônibus, que alguém estava esfaqueando um passageiro", explicou Caton.

"Todo o mundo desceu enquanto o agressor, com toda a calma do mundo, cortava a vítima", acrescentou a testemunha.

Segundo Caton, quando o motorista do ônibus, um caminhoneiro que parou para ajudar e ele mesmo subiram de novo no veículo para ver o que acontecia, o assassino estava "cortando tranquilamente a vítima.

Quase o tinha decapitado e o estava estripando".

Nesse momento, o agressor tentou sair do ônibus, mas o motorista e outros passageiros conseguiram fechar as portas e mantê-lo dentro à espera da chegada da Polícia.

Quando chegaram os agentes, 10 minutos depois, o agressor "caminhou tranquilamente com a cabeça da vítima" e a mostrou aos oficiais.

"O agressor estava tão tranqüilo. Era como se estivesse na praia, sem mostrar ira ou gritar. Era como um robô", expressou Caton. EFE jcr/db

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