Bogotá, 23 out (EFE).- Um promotor colombiano decidiu hoje processar por seqüestro e outros delitos o camponês que recebeu das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Emmanuel, filho de Clara Rojas, nascido no período em que sua mãe estava em cativeiro.

José Crisanto Gómez Tovar será processado por um tribunal penal de San José de Guaviare, capital do departamento (estado) de Guaviare, região em que o réu manteve, por vários meses, o filho da agora ex-refém com um rebelde não identificado.

A Procuradoria Geral informou em Bogotá que o camponês foi acusado de maneira formal dos delitos de "seqüestro simples agravado, rebelião, falso testemunho e fraude processual".

As acusações foram formulados por um promotor da União Nacional Anti-seqüestro da mesma entidade judicial, que em 8 de maio ordenou que fosse detido e enviado a prisão.

Gómez Tovar recebeu a criança em janeiro de 2005 e a manteve até junho do mesmo ano, quando a entregou às autoridades em San José de Guaviare.

Conforme ele conta, membros das Farc pediram a ele que buscasse atendimento médico para a criança, que sofria de algumas doenças tropicais e uma lesão em um braço, sofrida quando ele nasceu, e que cuidasse dele até que retornassem. EFE jgh/rr

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