Homem mata guarda do Museu do Holocausto nos EUA

WASHINGTON (Reuters) - Um atirador idoso, supostamente ligado a uma página anti-semita da Internet, matou um vigilante no Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos em Washington nesta quarta-feira e foi ferido por tiros dados em resposta, disseram autoridades. O guarda, Stephen Tyrone Jones, morreu em um hospital local após ser atingido por tiros de rifle, segundo as autoridades. O museu não disse se estará fechado na quinta-feira para homenageá-lo.

Reuters |

"Não há palavras para expressar nossa tristeza e choque por estes acontecimentos", informou o museu em comunicado.

O atirador estava em estado grave após o incidente. Um oficial federal afirmou que os investigadores identificaram o atirador como James W. von Brunn e o associaram a uma página na Internet que manifesta ideias antigovernistas e anti-semitas.

"Eu acho que foi um incidente extremamente isolado", disse o prefeito de Washington, Adrian Fenty. "Hoje em dia você nunca sabe quando alguém vai pegar uma arma e usá-la de forma inapropriada, como aconteceu hoje."

Stephanie Geraghty, de 28 anos, visitava o museu no momento e disse que o atirador parecia ser um homem branco carregando uma arma prateada.

"Eu ouvi o primeiro tiro, foi como se alguém tivesse caído alguns andares", contou ela à Reuters. "Os outros dois aconteceram bem rápido --bam, bam. Nessa hora, todo mundo saiu correndo, foi o caos."

O museu, um memorial para os 6 milhões de judeus mortos pelos nazistas no Holocausto, fica perto do National Mall, onde estão muitos dos monumentos de Washington.

(Reportagem de Tabassum Zakaria, James Vicini, Christopher Doering e Mari Saito)

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