Homem mata 5 pessoas na Finlândia e depois se suicida

Juanjo Galán. Helsinque, 31 dez (EFE).- Um homem de 43 anos matou hoje tiros sua ex-companheira e outras quatro pessoas na cidade finlandesa de Espoo, nos arredores de Helsinque, e depois se suicidou em casa, causando o terceiro massacre neste país nos últimos dois anos.

EFE |

Segundo fontes policiais, tanto a mulher quanto as quatro vítimas do tiroteio no centro comercial eram funcionárias do mesmo supermercado, por isso suspeita-se que, ao contrário dos dois massacres estudantis anteriores, desta vez foi um crime passional.

O autor do tiroteio foi Ibrahim Shkupolli, um homem de origem albano-kosovar e residente na Finlândia há quase 20 anos, qum tinha antecedentes penais por maus-tratos e posse ilegal de armas de fogo.

Segundo o jornal "Aamulehti", Shkupolli saiu do Kosovo e chegou à Finlândia em 1990 como refugiado, e atualmente era casado com uma mulher albanesa, com quem tinha vários filhos.

A tragédia começou pouco depois das 10h (6h de Brasília), quando Shkupolli, vestido de preto, abriu fogo com uma pistola calibre nove milímetros contra vários funcionários de um supermercado situado em um centro comercial de Espoo, matando três homens e uma mulher.

"Vi um colega no chão e um homem vestido de preto com uma pistola bem grande. Depois, colocou a arma em um bolso de dentro e foi caminhando tranquilamente", disse à imprensa local uma empregada do supermercado onde aconteceu o tiroteio.

O pânico se espalhou no local, já que, naquela hora, muitas pessoas faziam suas últimas compras do ano em um dos maiores shoppings da Finlândia.

Imediatamente, a Polícia isolou a área e começou a retirar empregados e clientes para uma biblioteca próxima, enquanto iniciavam as investigações para identificar o assassino, que havia fugido.

Poucas horas depois, a Polícia conseguiu averiguar a identidade do suposto autor dos disparos e publicou sua foto, solicitando a colaboração dos cidadãos para poder detê-lo.

Durante a investigação, as forças de ordem pública revistaram vários apartamentos relacionados ao suposto assassino, entre eles o de uma finlandesa com a qual tinha mantido um relacionamento durante 18 anos.

Este relacionamento terminou com uma denúncia por maus-tratos contra Shkupolli e uma ordem de afastamento, mas a Polícia suspeita que foi justamente algum tipo de desacordo com o ex-companheiro que desencadeou a tragédia.

Quando os agentes revistaram a casa da mulher, próximo ao centro comercial, a encontraram morta a tiros com a mesma pistola nove milímetros, mas ainda não está claro se Shkupolli a matou antes ou depois de cometer o tiroteio no supermercado.

Pouco depois, a Polícia encontrou também o corpo sem vida do pistoleiro, que tinha se suicidado em casa.

Este é o terceiro tiroteio com vítimas fatais que acontece na Finlândia, um país aparentemente tranquilo, nos últimos 25 meses.

Em novembro de 2007 e setembro 2008, dois estudantes com transtornos psíquicos protagonizaram massacres em dois centros de ensino, em Jokela e Kauhajoki, nas quais 18 pessoas morreram, no total.

Ao contrário de Shkupolli, aqueles dois estudantes tinham obtido sua permissão de armas da Polícia e tinham adquirido legalmente suas pistolas, o que colocou em evidência a permisividade da lei de armas de fogo neste país.

A Finlândia é o terceiro país do mundo com maior número de armas de fogo por habitante, atrás dos Estados Unidos e do Iêmen, e está também entre os primeiros quanto a índices de suicídio, alcoolismo e violência doméstica.

Segundo dados oficiais, na Finlândia, um país de 5,3 milhões de habitantes, existem 1,6 milhão de armas, das quais aproximadamente 60% são escopetas ou rifles de caça. EFE Jg/an

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