Homem invade creche belga, mata a facadas dois bebês e uma funcionária

Um jovem belga de 20 anos entrou na manhã desta sexta-feira numa creche da cidade de Derdemonde (norte da Bélgica) semeando o pânico ao matar a facadas dois bebês e uma funcionária, ferindo outras dez outras crianças e duas mulheres.

AFP |

Foi detido pouco depois numa cidade vizinha, recusando-se a dar qualquer explicação à polícia, informou o procurador de Derdemonde, Christian Du Four, que preferiu não divulgar a identidade do suspeito.

"É um belga de 20 anos, sem origem estrangeira que não fugiu de qualquer instituição psiquiátrica. Não estava, também, sob influência de álcool ou drogas", precisou o magistrado, desmentindo, assim, as informações que chegaram a circular sobre o agressor durante o dia.

"Há indícios suficientes de culpa para ser apresentado diante do juiz de instrução e colocá-lo sob detenção", prosseguiu.

"A arma foi encontrada: uma grande faca" de cerca de 30 centímetros, precisou.

"Vai, provavelmente ser acusado de assassinato e de tentativa de assassinato", indicou.

Segundo testemunhas, o agressor, um homem de cerca de 30 anos, irrompeu na creche com o rosto pintado de branco e círculos pretos em volta dos olhos, fugindo em seguida, de bicicleta. Os motivos que o levaram a cometer os crimes ainda são desconhecidos.

De acordo com meios de comunicação belgas, ele teria fugido de um centro psiquiátrico vizinho, uma informação não confirmada pelas autoridades.

A agressão ocorreu pela manhã em Dendermonde, uma cidade flamenga de cerca de 40.000 habitantes 30 km ao noroeste de Bruxelas, na creche pública "Le pays des fables", onde estavam 18 crianças de até três anos de idade e seis mulheres, todas funcionárias do estabelecimento.

"Duas crianças e um adulto morreram", destacou o procurador da cidade, Christian Du Four.

Segundo o ministro do Interior, Guido de Padt, que foi imediatamente ao local, "dez crianças e três adultos" haviam sido feridos e "estavam hospitalizados".

O procurador, por sua vez, disse que várias crianças feridas estavam em estado crítico.

"Estamos horrorizados com estes acontecimentos", declarou o ministro à imprensa, frisando que muitos pais "estão em estado de choque".

"Havia sangue por todos os lados. Foi um massacre", relatou à AFP o prefeito adjunto da cidade, encarregado dos assuntos sociais, Theo Janssens, que chegara à creche ao mesmo tempo que as forças da ordem.

O alerta foi dado por uma funcionária de outro serviço da prefeitura que estava no prédio vizinho, segundo Janssens.

Quando o homem chegou à creche, às 10H00 locais (07H00 de Brasília), ele disse que queria pedir uma informação a alguém.

Depois disso, explicou Janssens, "tudo aconteceu em alguns segundos". "Avançou em direção dos bebês e começou a esfaqueá-los. Os mais novos estavam deitados em suas caminhas, dormindo", relatou, com lágrimas nos olhos.

As seis funcionárias tentaram intervir, mas o homem, que "parecia possesso", apunhalou uma delas até a morte.

Depois do massacre, o agressor conseguiu sair da creche sem dificuldades. "Ele não estava em pânico, ou algo do gênero. Estava calmo", contou um vizinho ao canal de TV belga RTL-TVI.

A confusão aumentou após a tragédia, porque os bebês feridos foram enviados para diferentes hospitais e os pais não sabiam como encontrá-los.

"Vi muitos pais e avós perdidos, sem saberem o que estava acontecendo. Houve um movimento de pânico nas escolas, as crianças estavam com medo de voltar para casa porque acreditavam que o homem continuava solto", contou uma mulher, Hilda Diercks, em meio à multidão que se reuniu diante da creche na tarde desta sexta-feira.

"Três das mulheres que trabalham aqui são conhecidas nossas. Ainda não sabemos se uma delas é a vítima", comentaram duas mulheres.

O príncipe Philippe, hérdeiro do trono belga, e sua esposa, a princesa Mathilde, foram a Derdemonde no final do dia, para prestar solidariedade às famílias das vítimas.

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