Homem é resgatado após 50 horas sob escombros na China

Após deslizamentos de domingo, há 702 mortes confirmadas e 1.042 desaparecidos

EFE |

Um homem de 52 anos foi resgatado em meio a escombros de um edifício de apartamentos 50 horas depois dos deslizamentos de terra que aconteceram na comarca de Zhouqu (Prefeitura autônoma tibetana de Gannan), na Província de Gansu (norte do país).

Três dias depois dos deslizamentos de terra, a tragédia contabiliza pelo menos 702 mortos e 1.042 desaparecidos, informou Tian Baozhong, diretor do Departamento de Assuntos Civis da província afetada, o que dobra o balanço provisório anterior de 337 mortos , 1.148 desaparecidos e mais de 200 feridos.

AP
Equipes de resgate transportam Liu Ma Shindan, de 52 anos, resgatado após ficar enterrado por mais de 50 horas sob escombros deixados por deslizamento de terra na China
O resgate foi informado pela agência oficial de notícias "Xinhua", que acrescentou que 1.242 pessoas foram salvas por equipes formadas principalmente por militares e policiais.

Os hospitais locais receberam 218 feridos, 41 deles em estado grave, e outros foram levados à capital provincial Lanzhou. Mais de 7 mil soldados trabalham para buscar os desaparecidos. No entanto, os serviços de resgate asseguram que as esperanças de encontrar alguém com vida são pequenas, e acredita-se que a maioria das vítimas está entre os escombros de suas próprias casas.

Os grupos de salvamento, com enxadas, pás e outras ferramentas, tentam desbloquear os rios em uma tentativa de evitar novos riscos de inundações potenciais, enquanto também tentam reparar as estradas danificadas para que os veículos com material de socorro consigam chegar à zona.

As autoridades temem que sejam confirmados os prognósticos do Centro Meteorológico Nacional da China de chuvas nos três dias seguintes para o noroeste do país, e o nível de alerta nas próximas 24 horas pode ser elevado.

As zonas mais afetadas serão as províncias de Gansu, Shaanxi, Hebei, Shandong, Jilin, Heilongjiang, e Liaoning, assim como a região autônoma da Mongólia Interior. A China enfrenta a cada ano, entre junho e setembro, um período de inundações que afetam sobretudo o centro e sul do país. Em 2010, a situação é a pior desde 1998, quando morreram milhares de pessoas.

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