O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, declarou nesta segunda-feira estar orgulhoso de ter provocado reações de indignação e de revolta na comunidade internacional por negar a realidade do Holocausto.

"A revolta dos assassinos profissionais é um orgulho para nós", declarou Ahmadinejad, segundo a agência oficial Irna, em una aparente referência a Israel e a alguns países ocidentais.

Na sexta-feira, em um discurso durante o dia de solidaridade aos palestinos, o presidente iraniano chamou de "mito" o genocídio dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

"A própria existência deste regime é um insulto à dignidade dos povos", afirmou, em referência a Israel, inimigo do Irã.

"Eles (os ocidentais) criaram o mito do Holocausto. Mentem, fazem seu número e depois apóiam os judeus. Se o Holocausto é uma realidade, por quê então não autorizar um estudo?", questionou.

Os países ocidentais condenaram as declarações.

O presidente iraniano já negou em várias ocasiões o tamanho e até mesmo a realidade do extermínido de judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

O Irã não reconhece a existência de Israel e Ahmadinejad previu em várias oportunidades nos últimos anos o fim do Estado hebreu. Em 2005 afirmou que Israel deveria ser "apagado do mapa".

No domingo, o guia supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, falou do "câncer sionista" que "corrói o mundo islâmico".

sgh/fp

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