Holder: não foram tomadas todas as decisões sobre os detidos de Guantánamo

Eric Holder, designado pelo futuro presidente americano Barack Obama para o cargo de Attorney General (equivale ao nosso ministro da Justiça), afirmou nesta quinta-feira, durante sabatina no Senado, que o novo governo ainda não tomou uma decisão sobre o que fazer com os detidos de Guantánamo ainda sem processo ou qualquer acusação formal.

AFP |

"O presidente eleito prometeu durante a campanha" que fecharia o centro de detenção, lembrou Holder, ouvido pelo senador democrata Herb Kohl. O "fechamento físico da prisão poderá ser feito rapidamente", acrescentou.

Mas, definir o que acontecerá com os cerca de 250 detidos atualmente no local "não será tarefa fácil", afirmou.

Explicou que aqueles com detenções não justificadas, depois do reexame do dossiê, serão liberados e acolhidos num terceiro país. Já aqueles sobre os quais o governo terá reunido provas suficientes serão acusados formalmente.

Mas, precisou, alguns poderão nem sequer ser "acusados" - por falta de prova - mas permanecerem com o rótulo de "no entanto, perigoso". "Para isso, devemos estudar o que fazer com eles", admitiu.

O governo Bush abriu a prisão de Guantánamo para 800 prisioneiros suspeitos, simplesmente, de terrorismo. Associações e advogados não cessaram de denunciar a arbitrariedade dessas detenções sem provas.

A Corte Suprema declarou-se competente, em dezembro, para julgar a nomenclatura "combatente inimigo" e responder à questão de saber se o presidente dos Estados Unidos teria o direito de manter uma pessoa detida por tempo indefinido pela simples suspeita de que esse indivíduo poderia ser perigoso. Anunciou, no entanto, que esperaria o novo governo para se pronunciar sobre a questão e instrui-la.

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