Holcim processa o governo da Venezuela por expropriação

A empresa suíça Holcim, gigante mundial do setor de cimento, apresentou uma ação ao tribunal de arbitragem internacional do Banco Mundial (Bird) para pedir compensações ao governo da Venezuela pela expropriação de suas fábricas no país, anunciou a companhia.

AFP |

O grupo, que apresentou a demanda ao Centro Internacional de Ajuste de Diferenças Relativas a Investimentos (CIADI) do Bird, pede "uma compensação total pela expropriação de sua filial, Holcim Venezuela, por parte do governo venezuelano", informa um comunicado.

A nacionalização de ativos da Holcim envolve duas fábricas de cimento, várias pedreiras de matérias-primas e várias fábricas de produção, informou a empresa, que se recusou a revelar a quantia exata que pede como compensação.

De acordo com o grupo suíço, o decreto de nacionalização assinado pelo presidente Huog Chávez entrou em vigor em junho de 2008 e Caracas convidou a Holcim a negociar os termos da venta dos ativos.

A Holcim e a Petróleos de Venezuela (PDVSA), em representação ao governo de Caracas, assinaram uma carta de intenções que previa a cessão de 85% da filial por 552 milhões de dólares.

"Mas em outubro de 2008 o governo venezulano cortou qualquer comunicação. Nenhum acordo foi assinado e a Holcim não recebeu nenhuma compensação pelos ativos que foram expropriados", explica o comunicado da empresa.

O grupo afirma ainda que exige uma compensação ao preço de mercado na data da nacionalização.

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