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Holanda terá governo interino até eleições antecipadas de 9 de junho

Bruxelas, 23 fev (EFE).- A Holanda seguirá regida por um Governo interino até as eleições legislativas de 9 de junho, convocadas hoje de forma antecipada após a queda no fim de semana passado da coalizão tripartidária de democratas-cristãos, trabalhistas e calvinistas.

EFE |

Mais de três meses no qual o Executivo demissionário só responderá diante das questões urgentes e os partidos estarão em campanha eleitoral praticamente contínua, com a incógnita de saber se a crise beneficiará finalmente à extrema direita.

Decisões controvertidas terão de esperar, como a ampliação da idade da aposentadoria de 65 anos para 67 anos.

A data das eleições, proposta pela rainha Beatrix ao primeiro-ministro demissionário, o democrata-cristão Jan Peter Balkenende, após dois dias de reuniões com os principais líderes políticos do país, parece muito distante para os observadores holandeses, que temem que algumas normas cruciais que estavam em negociação não sejam aprovadas.

Seguirá adiante a tramitação da legislação que tenha o apoio político majoritário, mas na prática as objeções de um só partido podem bastar para deter a aprovação, aponta a imprensa holandesa.

Ficarão suspensas as negociações sobre a possível imposição de um imposto por quilômetro aos usuários das estradas, assim como sobre a abertura das lojas em domingos em áreas turísticas e as brechas na proibição de fumar em bares.

O próprio secretário de Estado de Defesa, Jack de Vries, já adiantou nesta semana que não haverá decisão até que se forme o novo Executivo sobre a compra de aviões de combate JSF para substituir à frota holandesa atual de F16.

A demissão ocorreu no sábado depois que os trabalhistas do PvdA abandonaram o Governo para manifestar sua oposição de não atender pedido da Otan de ampliar sua presença militar no Afeganistão até 2011.

A Aliança Atlântica tinha solicitado à Holanda que prorrogasse a presença de suas tropas no Afeganistão para ajudar na formação de soldados afegãos.

Até as eleições gerais de junho, os ministros trabalhistas serão substituídos por membros dos outros dois partidos que formavam a coalizão de Governo - os democratas-cristãos do CDA e os calvinistas da união cristã.

Tudo aponta para a passagem do bastão para o primeiro-ministro Balkenende, que já assumiu neste fim de semana como a destituição, a quarta dissolução consecutiva do Governo.

Segundo diferentes pesquisas de opinião, 66% dos holandeses apoia a retirada no fim de 2010 das tropas neerlandesas do Afeganistão, onde morreram 21 soldados deste país. Isso poderia representar uma vantagem para os trabalhistas.

Cabe saber agora se o respaldo eleitoral ao PvdA será suficientemente amplo para permitir a formação de uma coalizão de esquerda.

Entre os partidos que aparecem como beneficiados nas pesquisas pela queda do Governo destaque para o antimuçulmano Geert Wilders (Partido para a Liberdade, PVV).

A campanha contra a imigração que fez este partido de extrema direita poderia situá-lo como segunda força no Parlamento, composto por 150 cadeiras, embora agora nenhuma formação política demonstre interesse, a priori, disposta a governar em coalizão com o PVV de Wilders.

As negociações para formar um novo Governo poderiam resultar difíceis levando em consideração que serão necessários mais de três partidos para formar uma nova coalizão governamental e que a confiança entre os membros da atual se perdeu definitivamente, segundo o próprio Balkenende.

A eleição municipal de 3 de março será o primeiro teste antes do pleito legislativo. Por enquanto, as pesquisas indicam vantagem aos trabalhistas. EFE mrn/dm

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