Holanda planeja novos scanners de aeroporto após susto

AMSTERDÃ (Reuters) - As autoridades aeroportuárias da Holanda disseram nesta segunda-feira que planejam tornar obrigatórios novos e mais detalhados scanners de passageiros, depois que um nigeriano passou pela segurança do Aeroporto de Schiphol na semana passada com explosivos escondidos no corpo. Umar Farouk Abdulmutallab embarcou em um avião para Detroit na manhã do dia de Natal, presumivelmente com um pó explosivo e uma seringa de substâncias químicas escondidos na cueca. Ele foi indiciado pela tentativa de explodir o avião, do vôo 253 da Northwest, nas proximidades de Detroit.

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A principal autoridade de operações do Schiphol Group, Ad Rutten, disse numa entrevista coletiva que o aeroporto tornaria obrigatório os novos detectores de micro-ondas, dependendo da aprovação das autoridades europeias.

A geração atual de scanners detecta apenas objetos de metal, enquanto os scanners de microondas são capazes de detectar objetos incomuns no corpo e escondidos debaixo da roupa.

Mas eles não são tão potentes como os scanners de corpo inteiro que permitem que os funcionários da segurança vejam os passageiros praticamente nus e itens ingeridos ou abrigados dentro do corpo.

Autoridades haviam dito que não queriam usar essas máquinas por preocupações relacionadas à saúde.

Os novos scanners de micro-ondas têm sido testados, mas esbarraram em questões de privacidade que limitavam seu uso. Essas preocupações, afirmaram autoridades, agora já foram resolvidas.

"Até agora a máquina deu indicações do formato do corpo e também foi possível detectar se era homem ou mulher. Isso violava algumas regras de privacidade. Agora fizemos umas mudanças e acreditamos que elas receberão aprovação das autoridades europeias", disse Ron Louwerse, diretor de segurança do Schiphol Group.

Com as devidas aprovações, Louwerse disse que o aeroporto provavelmente seria capaz de implementar por completo os novos scanners dentro de um ano. Rutten também advertiu que nenhum sistema estava imune a falhas, mesmo que fosse um aperfeiçoamento da tecnologia atual.

"Não há uma garantia de 100 por cento de que teríamos capturado ele", disse ele sobre Abdulmutallab.

As autoridades do aeroporto não quiseram responder a questões específicas sobre o incidente da semana passada, mas defenderam a atuação do aeroporto no caso de Abdulmutallab e afirmaram que os funcionários haviam feito tudo o que podiam.

(Reportagem de Gilbert Kreijger)

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