Holanda aprova empréstimo de 4,7 bilhões de euros à Grécia

SÃO PAULO - Depois de uma sessão em que as principais bolsas do mundo desabaram e as tensões sobre a Grécia tomaram força, os países europeus se apressam para aprovar suas participações no pacote de 110 bilhões de euros de resgate à economia grega. Há pouco, o parlamento holandês autorizou o governo a emprestar à Grécia 4,7 bilhões de euros. O partido democrata cristão chamou o socorro de "um mal necessário", que beneficiaria a Holanda por prevenir um colapso na moeda comum europeia.

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Os partidos de esquerda e oposição da Holanda, no entanto, se opuseram ao socorro, argumentando que a Grécia vai falir de qualquer jeito. Outros países também aprovaram hoje suas contribuições ao pacote de resgate de 110 bilhões de euros à Grécia. Na Alemanha, um empréstimo de 22,4 bilhões de euros passou pela Câmara Baixa do Parlamento e ainda hoje deve ser aprovado na Câmara Alta. Já na França, depois de um dia de debate, os senadores aprovaram o auxílio ao governo grego. Os empréstimos somam 16,8 bilhões e serão concedidos ao longo de três anos. A Itália, por sua vez, alocará um total de 14,8 bilhões de euros, conforme o decreto aprovado pelo Gabinete da Itália. O decreto tem efeito imediato, mas somente deve ser aprovado pelo Parlamento dentro de 60 dias. Por fim, na Espanha, o Conselho de Ministros aprovou a contribuição de quase 9,8 bilhões de euros ao pacote, enquanto em Portugal, o Parlamento concordou em emprestar 2 bilhões de euros, apesar das pressões que sofre sobre sua própria dívida. As autoridades europeias se reuniram hoje para discutir o pacote de ajuda à Grécia e desenhar lições para o futuro diante da crise de administração das contas públicas. Ao mesmo tempo, os ministros das finanças do grupo dos G-7 se reúnem em teleconferência para discutir sobre a crise. "Nós estamos determinados a ir para frente. Mas há uma volatilidade sem precedentes por todo mundo. É por isso que a reunião de hoje aqui em Bruxelas é tão importante. Vamos reafirmar a confiança nas nossas economias e na nossa moeda comum", afirmou o primeiro ministro da Grécia, George Papandreou. A Grécia tem que pagar o montante de 8,5 bilhões em títulos da dívida, cujo prazo é 19 de maio. O socorro, portanto, resolve os próximos pagamentos e dá apoio ao país nos próximos três anos, prevenindo-o de uma falência, como esperam as autoridades europeias. (Vanessa Dezem | Valor com agências internacionais)

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