Madri, 22 mai (EFE).- Uma história em quadrinhos que foi lançada hoje na Espanha reconstrói os atentados do dia 11 de março de 2004 em Madri, se concentrando no drama humano da tragédia.

Um dos roteiristas, Pepe Gálvez, explicou à Agência Efe que a obra foge de "qualquer aproximação mórbida" com o fato.

"11-M: A novela gráfica" tem prólogo de Pilar Manjón, presidente da Associação 11 de Março de Afetados pelo Terrorismo e mãe de Daniel, uma das 191 vítimas dos ataques, cujos nomes estão refletidos na história, escritos um a um em ordem alfabética.

"Muitos desceram dos trens, outros milhões mais continuam a cada dia nos acompanhando e uma história em quadrinhos como esta é um abraço solidário para a lembrança", assegura Manjón no prólogo.

Os roteiristas Antoni Guiral e Pepe Gálvez viram na história em quadrinhos um meio que podia ajudar a "entender o que aconteceu e a repercussão de um fato que não fica alheio a ninguém".

A leitura da sentença pelos atentados de 11 de março, em 31 de outubro de 2007, é o ponto de partida da novela gráfica.

Mas, além de mostrar os fatos provados com o julgamento, a história em quadrinhos quis adentrar na face humana da tragédia com a ajuda de três personagens fictícios.

Um jornalista que vê os fatos de fora, um familiar que conta suas próprias experiências e um policial que é, segundo Gálvez, "a licença narrativa" que os permitiu contar todos os detalhes da investigação, propiciando uma leitura mais ágil.

A história - que termina com uma notícia da Efe sobre a sentença do Tribunal Supremo, que em julho do ano passado praticamente fechou o processo judicial sobre os atentados - recolhe também as declarações nas horas posteriores de alguns políticos espanhóis, entre eles o ex-presidente do Governo espanhol José María Aznar.

A parte visual é obra de Joan Mundet e Francis González, que criaram quadrinhos em estilo realista, quase fotográfico. EFE mfe/ma

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