Beirute, 16 fev (EFE).- O líder do grupo xiita libanês Hisbolá, Hassan Nasrallah, pediu hoje aos países árabes que não façam mais concessões a Israel, já que todas as experiências passadas com o inimigo demonstram que são um fracasso.

Em discurso por ocasião do primeiro aniversário da morte do dirigente militar do Hisbolá, Imad Mugniyah, em um atentado em Damasco, Nasrallah analisou as negociações entre árabes e israelenses, e afirmou que esses últimos sempre violaram todos os acordos alcançados no passado.

Há uma opção de chegar a uma solução pacífica com Israel, se os israelenses cederem os territórios ocupados, o leste de Jerusalém, o retorno dos refugiados, a água e a segurança, "mas todas as experiências passadas demonstram que são fracasso", assegurou.

Para Nasrallah, existe uma segunda alternativa, que é a daqueles "que dizem que Israel é um inimigo usurpador, assassino de mulheres e crianças, por isso que não se deve negociar com esse inimigo".

"Com a primeira opção, descobrimos que cada vez que os países árabes fazem mais concessões a Israel, este último se torna mais intransigente, prossegue com os assentamentos, lança guerras e comete assassinatos".

"Se nos submetemos às condições de paz israelenses, que paz será estabelecida na região?", questionou.

Além disso, fez referência à iniciativa de paz árabe, lançada pela Arábia Saudita em 2002 em Beirute, que propõe a paz em troca de territórios com Israel, mas à qual o Estado israelense "nunca" respondeu.

Quanto às recentes eleições israelenses, Nasrallah afirmou que não existe diferença entre os partidos: "O trabalhista é pior que o Kadima, e o Kadima pior que o Likud, e ainda pior é o Yisrael Beiteinu. A história nos demonstrou que as piores guerras ocorreram durante Governos trabalhistas", disse Nasrallah, que lembrou que "todos eles foram derrotados no Líbano, exceto Lieberman, a quem acontecerá o mesmo".

Nasrallah também fez menção à recente ofensiva de Israel sobre a Faixa de Gaza, e destacou que esse conflito "mostrou que o Exército israelense não pode ganhar nenhuma guerra, e que a única superioridade militar israelense é a aérea". EFE aj/db

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