Hisbolá pede que ONU nomeie representante imparcial para Oriente Médio

Beirute, 23 abr (EFE) - O grupo xiita Hisbolá pediu hoje à ONU nomear representantes imparciais após acusar seu enviado especial para o Oriente Médio, Terje Roed-Larsen, de querer intimidar os libaneses.

EFE |

"Pedimos à ONU que nomeie seus enviados de forma objetiva e imparcial se quiser desempenhar um papel justo e correto", afirmou o Hisbolá em comunicado no qual qualificou Larsen de "funcionário suspeito".

Além disso, a mensagem indica que Larsen, junto com o subsecretário de Estado americano para o Oriente Médio, David Welch, são "as duas faces da mesma moeda".

Segundo o Hisbolá, enquanto Welch "proíbe o diálogo" entre os libaneses, Larsen, em seu relatório sobre a aplicação da resolução 1559 da ONU, se autoproclama "guardião das atividades políticas, econômicas e populares, das sessões do Parlamento, do Governo e dos programas das televisões" do Líbano.

Além disso, o grupo criticou o fato de o enviado da ONU se considerar guardião das "relações sírio-libanesas e palestino-libanesas".

A resolução 1559, aprovada em setembro de 2004, exigia o desarmamento e desmantelamento de todas as milícias libanesas e estrangeiras, incluindo o Hisbolá, e pedia ao Governo de Beirute que exercesse sua autoridade em todo o país.

Em último relatório, Larsen fez um apelo para o desarmamento dos grupos armados libaneses, criticou o tráfico de armas, pediu a eleição de um presidente e o estabelecimento de relações diplomáticas com a Síria. EFE ks/db

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