Beirute, 1 mai (EFE).- O chefe do Hisbolá, xeque Hassan Nasrallah, reiterou hoje a necessidade de investigar a trama israelense envolvendo o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, e advertiu de que a campanha egípcia contra o grupo não dará resultados.

"Devem ser seguidas todas as pistas. Israel possui os meios para cometer esse ato (o magnicídio)", afirmou Nasrallah em videoconferência transmitida esta noite pela televisão "Al-Manar", que foi acompanhada nas ruas por tiros para o alto dos seguidores do grupo.

O xeque comentou assim a libertação, há dois dias, de quatro generais libaneses, presos sem provas há quase quatro anos por supostamente estar vinculados com o assassinato de Hariri, em um atentado com carro-bomba, no dia 14 de fevereiro de 2005, em Beirute.

"A trama síria não deu nenhum resultado, agora é preciso buscar a israelense", insistiu, ao lembrar que, recentemente, as forças de segurança libanesa descobriram várias redes pró-israelenses com meios tecnológicos mais fortes que o pensado.

Ele admitiu que, no começo, ficou reticente com relação ao comitê internacional de investigação por medo de que fosse politizado, como demonstrou a detenção "injusta" dos quatro generais e a fuga da testemunha principal.

Nasrallah pediu a união dos libaneses para que se possa trabalhar, de modo correto, para esclarecer o magnicídio.

Além disso, rejeitou as acusações do Egito de que teria criado uma rede para desestabilizar p país.

"O partido (Hisbolá) não entrará em um confronto político e midiático com o regime egípcio", disse. EFE ks/db

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