Beirute, 23 out (EFE).- O grupo xiita libanês Hisbolá negou ter vínculos com o tráfico de drogas entre a Colômbia e o Oriente Médio, conforme lhe atribui a Procuradoria-Geral colombiana, segundo dois comunicados emitidos hoje pela organização.

As notas explicam que o responsável de Relações Internacionais do Hisbolá, Nawaf al Musawi, entregou ontem uma carta à embaixadora da Colômbia em Beirute, Georgina Mallat, na qual nega as acusações.

Segundo os textos, Musawi explicou à embaixadora que "o Hisbolá é um movimento de resistência e um partido político libanês, que tem uma grande base popular e aliados em todas as regiões libanesas, com representação parlamentar e membros no Governo libanês".

Além disso, assinalou que "é vergonhoso e insultoso para o povo libanês, assim como para todos os movimentos de resistência, tachar o Hisbolá de terrorista e criminoso".

O Hisbolá atribui as acusações a uma campanha "da entidade sionista" - isto é, Israel - para desprestigiá-lo.

"Negamos de modo categórico as acusações e reafirmamos nossa amizade com o povo colombiano", disse Musawi.

Além disso, o responsável do Hisbolá pediu a Mallat que trasmita o conteúdo da carta às autoridades colombianas e ofereceu sua colaboração para esclarecer os fatos.

Musawi disse ainda que o Hisbolá deseja "a estabilidade e a prosperidade da Colômbia e de outros países da América Latina, que enfrentam a hegemonia imperial dos EUA" e "lutam pelas liberdades e os direitos sociais".

Por último, o representante do Hisbolá afirmou que seu partido obra pela "unidade da pátria, por uma democracia consensual e para construir um Estado forte e justo" e assegurou que "a resistência se transformou em um modelo contra a ocupação e a agressão" de Israel.

A Procuradoria-Geral colombiana informou ontem uma operação antidroga na qual foram detidos três cidadãos árabes - Chekry Mahmoud Harb, Ali Mohamad Abdul Rahim e Zacaria Hussein Harb - que, segundo ela, coordenavam o envio de carregamentos de droga ao Oriente Médio e a entrada na Colômbia, por "empresas de fachada".

Uma parte do dinheiro seria destinado a "suposto financiamento de grupos terroristas, como o Hisbolá", segundo a Procuradoria. EFE ks/jp

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