Hisbolá nega acusações de revista sobre morte de ex-premiê libanês

Beirute, 25 mai (EFE).- O líder do Hisbolá, xeque Hassan Nasrallah, qualificou hoje de muito perigosa e delicada uma reportagem recente da revista alemã Der Spiegel, que acusa o grupo xiita de estar por trás do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri.

EFE |

"Isto é muito grave. Não se trata só de um artigo jornalístico, mas de algo mais perigoso", disse Nasrallah em videoconferência diante de milhares de partidários que comemoravam o 9º aniversário da libertação do sul do Líbano, após 22 anos de ocupação israelense.

Nasrallah acusou Israel de estar por trás dessa acusação.

O ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, pediu hoje que Nasrallah seja detido e julgado por sua suposta implicação no assassinato de Hariri.

A "Der Spiegel" publicou no domingo uma notícia com dados confidenciais da investigação segundo a qual o assassinato do primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, em fevereiro de 2005, não foi cometido pelos serviços secretos sírios, e sim por um comando especial do grupo xiita Hisbolá.

O líder do Hisbolá afirma que a matéria alemã é a última tentativa americano-israelense de "criar um conflito árabe-iraniano e sunita-xiita.

"O perigo não reside só no momento em que foi publicada a informação, mas mais bem em sua estratégia, já que querem acusar os xiitas do crime", acrescentou.

Hariri foi assassinado em um atentado com carro-bomba em Beirute em 14 de fevereiro de 2005, no qual 22 pessoas morreram, entre eles o ex-ministro Bassel Fleihan.

Nasrallah advertiu também a Israel de que está preparado para qualquer eventualidade durante as manobras militares que o país fará entre 31 de maio e 4 de junho.

"Digo ao Governo israelense que quer enviar-me ao Tribunal Internacional e que ameaça o Líbano, que a resistência, junto ao Exército e o povo, estarão em alerta e se alguém pensa em agredir o país, a resposta será contundente", afirmou. EFE ks/db

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