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Hisbolá deixa abertas todas as possibilidades perante eventual agressão

Beirute, 7 jan (EFE).- O líder do grupo xiita libanês Hisbolá, Hassan Nasrallah, advertiu hoje a Israel que não poderá exterminar seu movimento e o grupo palestino Hamas, e afirmou que estão abertas todas as possibilidades para responder a qualquer agressão.

EFE |

Nasrallah fez a chamada em discurso diante de milhares de simpatizantes, a fim de comemorar o dia da Ashura, a festa mais importante dos xiitas e na qual se lembra a morte do imame Hussein, neto do profeta Maomé.

O líder do Hisbolá se dirigiu especialmente ao primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, a quem qualificou de "derrotado" devido a seu papel no conflito no Líbano em 2006, e lhe advertiu que "não poderá exterminar o Hisbolá ou o Hamas".

Segundo Nasrallah, Olmert disse ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, durante a visita do líder europeu na segunda-feira a Jerusalém, que "hoje seria o Hamas e amanhã, o Hisbolá".

"Eu digo a eles (aos israelenses) que seus aviões não nos dão medo e que estamos prontos para qualquer agressão", acrescentou.

"Se tentarem entrar em nossas vilas e em nossa terra, verão que a guerra de julho (de 2006) foi um piquenique comparado ao que encontrarão agora", afirmou.

O Hisbolá e Israel travaram um confronto de 33 dias, a partir de 12 de julho de 2006, depois que o grupo xiita libanês capturou dois soldados israelenses em um ataque ao outro lado da fronteira israelense.

"Todas as possibilidades que existem estão abertas. Temos que ser atentos para observar os eventos cuidadosamente", disse Nasrallah.

O líder do Hisbolá, no entanto, não especificou se seu grupo estaria disposto a abrir uma nova frente contra Israel a fim de aliviar a pressão militar contra a Faixa de Gaza.

Em seu discurso, Nasrallah renovou seus ataques contra o regime egípcio e o acusou de colaborar com Israel por manter fechada a passagem fronteiriça de Rafah, a única que liga Gaza a um ponto fora do território isralense.

Em discurso recente, Nasrallah convocou os chefes militares egípcios a pressionarem os líderes políticos para a abertura dessa passagem fronteiriça, uma declaração que não foi bem recebida pelas autoridades egípcias.

Nasrallah, em seu discurso, disse que advogados egípcios apresentaram um requerimento diante do Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, para que haja uma intervenção desse tribunal por causa destas chamadas do líder do Hisbolá aos militares egípcios.

Na mensagem a seus simpatizantes, Nasrallah também acusou dirigentes árabes, que não mencionou, de se envolver em um complô para liquidar a causa palestina, mas sem dar detalhes.

Segundo comentaristas da rede catariana de televisão "Al Jazira", o discurso de hoje de Nasrallah é o terceiro mais importante desde o final do conflito no sul do Líbano, e pode ser um exemplo do crescente confronto entre xiitas e regimes sunitas moderados, como os do Egito, Arábia Saudita e Jordânia. EFE nq/an

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