Hisbolá critica anúncio sobre formação do Governo libanês

Beirute, 7 set (EFE).- O líder do grupo xiita libanês Hisbolá, Hassan Nasrallah, criticou hoje a forma com a qual o primeiro-ministro eleito do país, Saad Hariri, anunciou a formação de seu Governo e antecipou que a situação política local se complicará muito mais.

EFE |

Hariri foi escolhido como primeiro-ministro em 27 de junho e, desde então, ainda não formou seu Governo. Hoje, ele apresentou uma estrutura preliminar de seu gabinete ao presidente libanês, Michel Suleiman.

Segundo Hariri, seu Governo terá 15 ministros da coalizão majoritária, que ele preside, outros dez da coalizão da oposição - da qual o Hisbolá faz parte - e mais cinco serão designados pelo chefe de Estado.

"O modo como Hariri anunciou a formação do Governo não tirará o país da crise, pelo contrário, a complicará muito mais", disse Nasrallah em declarações reproduzidas pela imprensa libanesa.

Nasrallah acusou a aliança majoritária liderada por Hariri, as Forças do 14 de Março, de não ter feito nenhuma concessão em relação aos Ministérios e aos nomes para o gabinete.

A oposição libanesa se reuniu hoje na casa de Gebran Bassil, genro do dirigente opositor Michel Aoun, para adotar uma postura unificada frente à proposta de Hariri.

Desde 7 de junho, quando houve eleições legislativas no Líbano, o país continua à espera da formação do novo Governo, que enfrenta as reivindicações da oposição e deserções nas fileiras da coalizão de Hariri.

Hoje, o primeiro-ministro eleito não deu os nomes dos ocupantes das pastas, mas disse que sua lista mantém um equilíbrio entre todos os grupos libaneses e leva em conta os resultados das eleições.

Agora, o Líbano aguarda a decisão de Suleiman sobre a proposta feita por Hariri.

Segundo o canal de televisão "Al-Manar", ligado ao Hisbolá, Hariri tem intenção de dar à oposição as pastas de Assuntos Exteriores, Trabalho, Economia, Indústria, Obras Publicas e Educação, entre outras.

De acordo com o "Al-Manar", a oposição rejeita a proposta e considera que deve haver novas consultas parlamentares. EFE ks/bba

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