Beirute, 31 out (EFE).- O grupo xiita libanês Hisbolá iniciou uma campanha de convencimento dos embaixadores da América Latina para rejeitar o que chama de campanha de círculos sionistas a fim de sujar a imagem dos libaneses, referindo-se a investigações que o relacionam a tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na AL.

O Hisbolá afirmou em comunicado que, com esse propósito, o chefe das relações internacionais do grupo, Nawaf al Musawi, reuniu-se hoje com o embaixador do Uruguai em Beirute, Jorge Luis Jure, e no último dia 22, com a da Colômbia, Georgina Mallat.

"Os 'círculos sionistas' iniciaram uma intensa campanha destinada a sujar a reputação dos libaneses no estrangeiro, especialmente na América Latina", disse Al Musawi na reunião de hoje, segundo o comunicado.

Ele também alegou que a suposta campanha "está destinada a impor a hegemonia sionista no Líbano e entre as comunidades libanesas, dos países árabes e islâmicos nos países de emigração".

"Não cederemos à chantagem. Chegou o momento de enfrentá-los", acrescentou.

Estes ataques, segundo Al Musawi, "não estão só dirigidos contra o Hisbolá e alguns grupos libaneses e árabes, mas contra todos os libaneses e árabes livres, quaisquer que sejam os epítetos que lhe dão".

Ele indicou que estão comprometidos em "explicar 'a verdade'" aos embaixadores da América Latina e "resistir à 'campanha sionista' refutando as 'falsas acusações' contra o Hisbolá".

Alguns meios de comunicação latino-americanos repercutiram investigações que apontam o Hisbolá como parceiro de crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e na América Latina.

A Procuradoria-Geral colombiana afirmou em 22 de outubro que deteve três árabes -Chekry Mahmoud Harb, Ali Mohamad Abdul Rahim e Zacaria Hussein Harb- que, segundo ela, enviariam drogas ao Oriente Médio e dinheiro não declarado à Colômbia através de empresas de fachada.

Uma parte do dinheiro seia destinado a "suposto financiamento de grupos terroristas, como o Hisbolá", segundo a Procuradoria colombiana, acusações negadas pelo grupo xiita.

"Nós, Hisbolá, nos orgulhamos e seguiremos a resistência contra a ocupação e a agressão sionista, defendendo os direitos humanos e os direitos nacionais", reiterou o comunicado de Al Musawi divulgado hoje. EFE ks/jp

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