Hisbolá acusa EUA de impedir Governo unitário no Líbano

Beirute, 27 jul (EFE).- O chefe do grupo parlamentar do Hisbolá, Mohamad Raad, acusou hoje a Administração dos Estados Unidos e seus aliados locais e regionais de impedir a formação de um Governo de união nacional no Líbano.

EFE |

"Os EUA não querem um Governo de união nacional", disse Raad, em cerimônia comemorativa dos mártires da resistência em Klayleh, no sul do país.

Raad reivindica para esse Governo de unidade o slogan "a força do Líbano provém de sua resistência, seu Exército e seu povo".

Para este deputado do partido xiita, os EUA e o bloco pró-ocidental, que venceu as eleições de junho, "deseja a formação de um Governo de um só corte, para impor resoluções em benefício do inimigo sionista".

"Os regimes árabes tomam decisões sem se importar com nossos direitos sobre a soberania de nossas terras, das Fazendas de Chebaa até as colinas de Kfar Chuba, nossas águas e do retorno dos refugiados palestinos a suas casas", afirmou.

Já se passaram cinco semanas desde que Saad Hariri foi designado como primeiro-ministro e, até agora, não foi formado um Executivo.

As exigências das duas partes continuam em conflito, depois da vitória nas eleições parlamentares de 7 de junho das Forças 14 de Março.

O presidente libanês, Michel Suleiman, minimizou a importância do atraso na formação do Governo, já que é a primeira vez que o país está livre de pressões e ingerências estrangeiras.

A oposição, liderada pelo Hisbolá, quer fazer parte do gabinete e ter direito a veto, o que a maioria rejeita. EFE ks/an

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