Hisbolá acha que troca prisioneiros influirá em programa de Governo libanês

Beirute, 15 jul (EFE).- O grupo xiita Hisbolá acredita que a troca de prisioneiros entre a milícia e Israel, marcada para acontecer amanhã, influirá no momento de negociar o programa do novo Governo libanês, que terá que ser aprovado pelo Parlamento em breve.

EFE |

O chefe do comitê executivo do Hisbolá, Hachem Safieddine, afirmou hoje que "o cenário do dia da troca escreverá o programa governamental", em declarações ao canal de televisão do grupo xiita, o "Al-Manar".

Safieddine disse que o plano de Governo do novo Executivo libanês deveria se basear nos pontos expostos pelo líder do Hisbolá, Hassan Nasrallah, em sua última entrevista coletiva.

Nasrallah disse naquela ocasião, em 2 de julho, que o Hisbolá só se desarmará após a definição de uma "estratégia de defesa nacional para fazer frente a Israel", que "continua sendo um perigo para o Líbano".

Além disso, Safieddine disse que o Hisbolá não tem "nenhum problema" com o programa governamental, que terá que ser pactuado entre os 30 ministros designados na semana passada pelo primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora.

O Hisbolá tem poder de veto no novo Executivo, já que conta com 11 ministros, mais de um terço do total.

Safieddine também disse que qualquer retirada israelense do território libanês significa uma "vitória para a resistência e sua lógica".

Amanhã, deve ocorrer a troca entre Israel e o Hisbolá, pelo qual o Governo israelense devolverá ao grupo cinco presos vivos, entre eles Samir Kuntar, o prisioneiro libanês mais antigo das prisões israelenses. EFE ks/an

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