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Hiroshima deseja fim das armas nucleares no aniversário da bomba atômica

A cidade japonesa de Hiroshima recordou nesta quarta-feira o 63º aniversário do primeiro ataque atômico do mundo em uma cerimônia em que seu prefeito desejou que o próximo presidente dos Estados Unidos lute pela abolição das armas nucleares. http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/230/230/28/543314.icone_us_foto_12_14.png http://ultimosegundo.ig.com.br///multimidia//galeria_de_fotos/2008/08/06/63_anos_apos_a_bomba_108700.html target=_topVeja a galeria de fotos da celebração em Hiroshima http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/05/o_apocalipse_nuclear_ainda_ameaca_o_mundo_1497481.htmlO apocalipse nuclear ainda ameaça o mundo

AFP |

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         Menino coloca lanterna no rio do Praça da Paz em homenagem às vítimas

Cerca de 45.000 pessoas, entre elas o primeiro-ministro Yasuo Fukuda, se reuniram ante o monumento aos mortos pela bomba atômica e rezaram, exatamente às 08H15, a hora exata em que bomba lançada pelos Estados Unidos caiu e matou 140.000 pessoas.

"Hoje, em Hiroshima, me comprometo novamente a fazer com que nosso país mantenha firmemente os três princípios antinucleares e lidere a sociedade internacional a favor da abolição das armas nucleares para sustentar a paz", disse Fukuda.

O prefeito Tadatoshi Akiba recordou em seu discurso que os Estados Unidos foram um dos únicos três países que se opuseram à proposta apresentada pelo Japão ante a ONU para abolir as armas nucleares.

"Apenas podemos esperar que o presidente que será eleito nos Estados Unidos em novembro próximo escute atentamente a maioria, para qual a principal prioridade é a sobrevivência humana".

Impacto psicológico

Akiba criticou que os efeitos do bombardeio atômico nas mentes dos sobreviventes tenham sido subestimados por tantas década e anunciou que a cidade iniciará um estudo científico para avaliar o impacto psicológico da tragédia entre os sobreviventes.

Um diplomata representante da China assistiu pela primeira vez à cerimônia anual em Hiroshima, um gesto que foi agradecido pela cidade, que tem por costume convidar dirigentes das oito potências nucleares declaradas no mundo.

Até agora apenas a Índia, Paquistão e Rússia enviaram representantes à cerimônia, enquanto que Grã-Bretanha, França, Coréia do Norte e Estados Unidos nunca o fizeram.

Há 63 anos o mundo descobriu o apocalipse nuclear em Hiroshima e em Nagasaki, primeiros e únicos alvos da bomba atômica, mas a ameaça ainda não desapareceu.


Pombas sobrevoam Praça da Paz, em Hiroshima, durante cerimônia / AFP

O que aconteceu em Hiroshima

Foi no dia 6 de agosto de 1945, às 08h15 exatamente, numa hora de grande movimento, que o bombardeiro B29 americano "Enola Gay" lançou a bomba A sobre Hiroshima. A bomba explodiu a 600 metros de altitude, arrasando instantaneamente a cidade.

Cerca de 140.000 pessoas - mais da metade da população da cidade em 1945 - morreram imediatamente e nos meses que se seguiram, vítimas da radiação ou de queimaduras extremas.

No dia 9 de agosto, 74.000 pessoas morreram no segundo bombardeio atômico sobre Nagasaki.

O Japão se rendeu no dia 15 de agosto, pondo fim à 2ª Guerra Mundial, e desde então é uma nação oficialmente pacifista.

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