Hillary visita igreja no México e vê treino da polícia

Por Arshad Mohammed MONTERREY, México (Reuters) - A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, depositou na quinta-feira rosas brancas na principal igreja do México e assistiu à simulação de um resgate de reféns por policiais em um avião, no segundo e último dia da sua visita ao país.

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Essas duas imagens tão díspares ilustram a complexidade das relações entre Estados Unidos e México, países ligados por muitos laços culturais e familiares, mas também pelo narcotráfico e pela violência que ele acarreta.

Em uma série de aparições nesta viagem, Hillary tentou apresentar as relações bilaterais com tintas mais sutis do que os casos de assassinatos entre quadrilhas que têm dominado o noticiário.

Confrontos entre membros de cartéis de drogas e destes com as forças de segurança mataram 6.300 pessoas no México no ano passado.

A secretária começou o dia na basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, um vasto templo circular, o mais venerado do país, construído na década de 1970 perto do local onde a Virgem Maria teria aparecido no século 16 ao indígena Juan Diego Cuauhtlatoatzin.

Ela depositou um buquê de rosas brancas perto do altar onde um avental de Juan Diego é exibido. Milhões de fieis passam anualmente diante dessa relíquia.

Uma hora depois, ela estava sobre a carroceria de um caminhão da polícia, num enorme quartel que fica no violento bairro de Iztapalapa. Ali, viu helicópteros, cães farejadores de bombas e muitos recrutas da polícia.

Em seguida, assistiu a um treinamento em que mais de 20 agentes encapuzados rastejavam até um avião, subiam com escadas metálicas, arrombavam as portas e resgatavam supostos reféns.

"Esses dois dias moldaram em forte relevo a largura e profundidade das relações EUA-México", disse Hillary Clinton em entrevista coletiva na cidade de Monterrey (norte).

Ela encerrou o dia nessa próspera cidade, perto da fronteira dos EUA, que vive da indústria e dos serviços, mas nos últimos seis meses sofre com o agravamento da violência gerada pelo narcotráfico.

Falando a estudantes da universidade local TecMilenio, Hillary disse que os EUA irão trabalhar com o México para combater o narcotráfico, "que tem aterrorizado as comunidades mexicanas, especialmente aquelas ao longo da fronteira".

"Esta situação é intolerável", afirmou. "Temos de ter melhor vigilância ao longo da fronteira, em ambos os sentidos", acrescentou.

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