Hillary vence na Pensilvânia e ganha sobrevida na luta pela Casa Branca

Paco G. Paz Washington, 22 abr (EFE).

EFE |

- A senadora Hillary Clinton mostrou mais uma vez sua tenacidade com a vitória na Pensilvânia, que, apesar de não ser tão ampla como se esperava, lhe deu oxigênio para persistir em sua luta pela candidatura democrata.

Apesar de muitos democratas terem lhe pedido para desistir da disputa com Barack Obama, em função da vantagem do senador por Illinois, a verdade é que a ex-primeira-dama venceu quatro das ultimas cinco primárias de seu partido.

Com a vitória desta terça-feira, Hillary reiterou sua capacidade de ganhar nos grandes estados, como Nova York, Califórnia e Texas, exatamente os que aparecem como fundamentais nas eleições de novembro contra o republicano John McCain.

As seis semanas prévias às eleições na Pensilvânia foram muito difíceis para Hillary, que teve de lidar não só com as críticas dos republicanos, mas com o apoio crescente ao senador por Illinois entre os democratas.

Em meados de março, quando começou o intervalo de seis semanas no calendário das primárias, a senadora tinha uma vantagem de quase 20 pontos na Pensilvânia, que finalmente foi reduzida para cerca de 10.

Apesar de sua clara vitória, muitos membros do partido democrata, e também alguns meios de comunicação, acusarão a ex-primeira-dama de não ter conseguido hoje uma diferença suficientemente ampla para diminuir parte da vantagem de Obama.

No entanto, a vitória da Pensilvânia lhe deu mais força para continuar na luta das primárias, que serão retomadas no dia 6 de maio, com Indiana e Carolina do Norte.

Longe de dar sinais de fraqueza por sua situação de desvantagem, Hillary prometeu continuar não apenas até o fim das primárias, no dia 3 de junho, mas até a Convenção Democrata de agosto, caso isso seja necessário.

A ex-primeira-dama anunciou ainda que brigará para validar os resultados de Michigan e Flórida, dois estados nos quais ela ganhou, mas cujos delegados não contam, em função de uma punição do Partido Democrata por terem realizado primárias antes do momento certo.

No entanto, as reivindicações de Hillary sobre estes dois estados não tiveram um forte apoio do partido.

Para Alan Lichtman, professor de História Política da American University, em Washington, "ninguém vai assumir compra a idéia de que é preciso contar com Michigan e Flórida. Não há nenhuma possibilidade de que estes resultados sejam contabilizados pelo partido".

Longe de escutar suas reivindicações, no partido democrata é cada vez maior a impaciência pela indefinição do candidato que será capaz de disputar o voto com o republicano John McCain, escolhido por seu partido há mais de um mês.

Após um extenuante processo de primárias e caucus em cerca de 40 estados, Obama tem uma vantagem sobre Hillary de mais de 800.000 votos e de 144 delegados.

Segundo alguns analistas, a menos que tivesse vencido por uma diferença de mais de 20 pontos na Pensilvânia, as possibilidades de Hillary de conseguir a candidatura democrata são verdadeiramente mínimas.

Dos estados que restam para realizar primárias, a ex-primeira-dama pode vencer na Virgínia Ocidental e no Kentucky, enquanto Obama parte como favorito na Carolina do Norte, Oregon, Montana e Dakota do Sul.

Os dois pré-candidatos estão empatados em Indiana e Porto Rico.

Para reverter a vantagem de Obama, Hillary precisaria vencer por mais de 25 pontos na Virgínia Ocidental, Kentucky e Porto Rico, segundo alguns observadores.

Diante da evidência de que este cenário é muito pouco provável, são muitas as vozes democratas que pedem para que ela deixe o caminho livre para o senador por Illinois, com o argumento de que prolongar a luta apenas favorecerá o candidato republicano.

Mas Hillary mira seu futuro nos "superdelegados", que podem lhe dar a vitória na Convenção Democrata.

Consciente de que não poderá vencer Obama no voto popular e no número de primárias conquistadas, Hillary quer convencer os "superdelegados" de que ela é o candidato mais forte, capaz de vencer nos grandes estados e, portanto, de encarar a sólida candidatura de John McCain. EFE pgp/mh

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