Hillary vai ao México discutir guerra às drogas

Por Andrew Quinn CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, realizou nesta terça-feira uma viagem ao México como líder de uma delegação norte-americana que vai discutir a questão do combate ao narcotráfico na fronteira conjunta.

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Hillary e seus colegas de Defesa, Robert Gates, e de Segurança Doméstica, Janet Napolitano, além de funcionários de inteligência, fronteiras, Tesouro e Justiça, irão se reunir com o presidente Felipe Calderón e com outras autoridades mexicanas.

"Raramente se vê esse tipo de reunião com este tipo de composição de funcionários ministeriais de ambos os lados. Então acho que indica que é para valer", disse Napolitano a jornalistas antes de pousar na Cidade do México.

Recentemente, dois cidadãos norte-americanos foram baleados na fronteiriça Ciudad Juárez, gerando uma discussão sobre quais medidas Washington poderia tomar sem dar a impressão de interferir nos assuntos internos mexicanos.

Os crimes, vitimando dois norte-americanos e um mexicano vinculados ao consulado dos EUA na cidade, são parte de uma onda de violência que representa um desafio político para Calderón e que assusta Washington, os investidores e os turistas.

Uma pesquisa publicada na terça-feira no jornal mexicano Milenio mostrou que 59 por cento dos entrevistados acham que os cartéis de traficantes estão vencendo a guerra, enquanto apenas 21 por cento acham que o governo está à frente.

Os EUA afirmam que não há evidências de que seus cidadãos foram deliberadamente alvejados, mas Napolitano informou que 200 funcionários do FBI e do serviço de imigração estão trabalhando no caso. O Ministério Público mexicano atribuiu o crime ao cartel de Juarez, dominante na região.

"Há um foco real em identificar os autores deste crime. É ultrajante", afirmou Napolitano.

De acordo com ela, as discussões de terça-feira abordarão os próximos passos do chamado Plano Mérida. Como parte dessa iniciativa lançada em 2007, os EUA oferecem 1,4 bilhão de dólares ao longo de três anos para ajudar um esforço, por enquanto infrutífero, de derrotar os cartéis que enviam 40 bilhões de dólares em drogas por ano para o mercado norte-americano.

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