Hillary terá tarefa árdua para se reaproximar da Rússia

Por Sue Pleming WASHINGTON (Reuters) - A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, espera encerrar um capítulo turbulento nas relações dos EUA com a Rússia ao se reunir na semana que vem com seu colega Sergei Lavrov, mas especialistas e autoridades dizem que qualquer avanço real irá demorar.

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O governo Bush teve atritos com a Rússia a respeito de diversos temas, como o escudo antimísseis na Europa, a independência de Kosovo, a guerra de agosto na Geórgia e a questão nuclear do Irã.

Hillary se reunirá na sexta-feira que vem em Genebra com Lavrov, depois de participar de um encontro de chanceleres da Otan em Bruxelas.

Estados Unidos e Rússia adotam uma retórica agressiva por causa da perspectiva de adesão de Geórgia e Ucrânia à Otan, algo a que Moscou se opõe. O presidente Barack Obama, no entanto, sugere que buscará uma relação de maior cooperação.

"Trata-se de uma nova relação, que eles esperam que se desenvolva e (seja) positiva. Há um monte de negócios que a secretária tem a tratar com seu homólogo", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Roberto Wood.

Especialistas em questões russas nos EUA dizem que Hillary terá dificuldades em melhorar a cooperação com Moscou a respeito de problemas como o conflito entre árabes e israelenses e os programas nucleares de Irã e Coreia do Norte.

"Temos de ter a visão clara quanto às diferenças, mas ver se podemos fazer algum progresso prático em algumas áreas", disse uma fonte do Departamento de Estado, que no entanto descartou qualquer avanço notável imediato.

O ex-embaixador norte-americano em Moscou Thomas Pickering disse que Hillary tem uma "enorme oportunidade" de mudar o tom.

"Ela precisa estabelecer uma boa relação pessoal onde haja confiança", disse Pickering, que ocupou o cargo durante o governo de Bill Clinton, marido da secretária.

Ele disse que Clinton tinha uma "soberba" relação com o então presidente russo Boris Yeltsin, mas não se deu tão bem com o sucessor dele, Vladimir Putin, hoje primeiro-ministro e ainda o homem mais influente do país.

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