Hillary supera Obama em popularidade

Washington, 25 mar (EFE).- Hillary Clinton vive um momento de grande popularidade entre os americanos, com 71% de aprovação de sua gestão como secretária de Estado, índices maiores que os do presidente Barack Obama, segundo uma nova pesquisa.

EFE |

A enquete, elaborada pela "CNN", indica que sete em cada dez americanos estão contentes com o trabalho de Hillary como chefe da diplomacia americana, cargo que assumiu formalmente no dia 2 de fevereiro.

De acordo com a pesquisa, menos de um em cada quatro americanos desaprovam a gestão diplomática dos EUA no exterior comandada pela ex-senadora por Nova York.

Hillary não goza de popularidade somente entre os cidadãos comuns, e também desfruta da confiança de seus colegas no Congresso.

Nove em cada dez democratas a apoiam, o que "não é nenhuma surpresa", segundo Keating Holland, o diretor de pesquisas da "CNN".

O mais notável é que 50% dos republicanos elogiam seu trabalho à frente do Departamento de Estado, contra 43% que o desaprova, acrescentou o analista.

A gestão de Obama é aprovada por 64% dos americanos, seis pontos percentuais a menos da popularidade da secretária de Estado.

Para Holland, Hillary tem uma melhor imagem com a opinião pública porque não teve de se envolver em algumas das situações mais difíceis da atual Administração.

"Ela não teve um papel de destaque nas políticas econômicas do novo Governo e também não houve assuntos internacionais que criassem um mal-estar tão grande como as bonificações da AIG. Seu nome não estava em jogo (nas urnas) em novembro e, por isso, qualquer animosidade partidária que pode ter ocorrido em 2008 já não está na mente dos cidadãos", explicou o analista.

A taxa de aprovação de Hillary é também dez pontos percentuais superior à registrada por sua antecessora, Condoleezza Rice, em março de 2005, quando estava há dois meses no cargo como secretária de Estado do ex-presidente George W. Bush.

A enquete da "CNN" foi elaborada a partir de entrevistas por telefone com 1.019 americanos, entre os dias 12 e 15 de março. EFE cae/mh

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