Hillary se reúne com colega do Japão para discutir base militar

WASHINGTON (Reuters) - A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, irá se encontrar na semana que vem com o chanceler do Japão, Katsuya Okada, possivelmente para discutir a questão da futura localização de uma base militar norte-americana, questão que perturba as relações bilaterais. O Departamento de Estado dos EUA disse na quinta-feira que o encontro será no dia 12 no Havaí, onde Hillary fará escala ao iniciar uma visita a Austrália, Nova Zelândia e Papua-Nova Guiné.

Reuters |

P.J. Crowley, porta-voz do Departamento de Estado, disse que a discordância sobre a transferência da base naval de Futenma, na ilha de Okinawa (sul do Japão), deve ser discutida.

"Não ficaria surpreso se o assunto de Futenma aparecer", disse Crowley, acrescentando que Hillary e Okada devem falar também de outras questões de segurança, como a guerra contra o Taliban no Afeganistão.

O governo Obama pretende cumprir o plano definido em 2006, que prevê a transferência da base de Futenma para uma área menos habitada de Okinawa. Muitos moradores da ilha, porém, gostariam da retirada definitiva da instalação militar, algo que o primeiro-ministro Yukio Hatoyama apoiou durante sua campanha eleitoral.

Hatoyama prometeu decidir até maio o que fará nesse assunto, cada vez mais visto como um exemplo das novas tensões na relação nipo-americana sob seu governo.

A base de Okinawa, 1.600 quilômetros ao sul de Tóquio, abriga cerca de metade dos 47 mil norte-americanos no Japão, e sua população há muito tempo se sente injustamente afetada pelas necessidades da aliança de segurança entre os dois países.

A transferência de Futenma é parte de um realinhamento mais amplo na presença militar dos EUA no Japão, diante de um cenário em que a China é cada vez mais atuante, e a Coreia do Norte permanece imprevisível.

O comandante dos marines, general James Conway, disse em dezembro que a disputa pode complicar o plano de transferir o contingente dos soldados para a ilha de Guam (possessão norte-americana no Pacífico) até 2014.

(Reportagem de Andrew Quinn)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG