Hillary se irrita com pergunta de estudante congolês

Washington, 11 ago (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, perdeu a calma depois de uma pergunta feita por um estudante congolês sobre um acordo comercial entre a China e a República Democrática do Congo (RDC).

EFE |

Apesar da forte personalidade, Hillary mede sempre suas palavras. Mas a pergunta do estudante sobre o que "o senhor Clinton pensa" provocou uma resposta pouco diplomática que, gravada em vídeo, deu a volta ao mundo hoje.

A secretária de Estado, em viagem oficial pela África, visitou a RDC e em um encontro com cidadãos congoleses foi perguntada, através de uma intérprete, sobre a opinião do "senhor Clinton" sobre um contrato comercial da China com o país africano.

A líder da diplomacia americana, que escutou o estudante concordando com a cabeça, demonstrou que não dava crédito ao que ouviu quando a tradutora disse em inglês o que, supostamente, o congolês tinha perguntado.

Hillary tirou os fones de ouvido e, com a expressão estupefata, olhou durante alguns minutos para a intérprete, incrédula, e reagiu como ninguém esperava.

Claramente irritada por ter sido considerada "porta-voz" de seu marido, a secretária de Estado, com gestos e uma postura corporal que não se ajustam exatamente ao comportamento utilizado pela elite do poder em Washington, disse ao estudante: "Você quer que eu te diga o que meu marido pensa?".

"Meu marido não é o secretário de Estado, eu sou a secretária de Estado!", respondeu, energicamente.

"Se quiser minha opinião eu te darei. Mas não vou a falar pelo meu marido", acrescentou Hillary.

No entanto, a secretária de Estado americana poderia ter evitado a reação exagerada ao incidente, já que, aparentemente, a intérprete cometeu um erro de tradução e o congolês queria na realidade saber o que o presidente dos EUA, Barack Obama, pensava sobre o acordo comercial.

Fontes do Departamento de Estado disseram aos jornalistas que viajam com Hillary que o estudante explicou depois à secretária de Estado que sua pergunta foi traduzida incorretamente pela intérprete. EFE cai-mla/pd

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