Hillary se compromete a lutar por direitos dos homossexuais

Washington, 1 jun (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se comprometeu hoje a lutar pelos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais a partir de uma agenda que reflita um amplo programa de direitos humanos.

EFE |

"A perseguição a gays e lésbicas é uma violação dos direitos humanos que atenta contra a dignidade humana e que tem que terminar", disse Hillary em comunicado em virtude do mês dedicado ao reconhecimento da comunidade homossexual.

A secretária agradeceu pelo trabalho dos empregados homossexuais, bissexuais, transexuais em Washington e no mundo todo e assegurou que promoverá "um amplo programa de direitos humanos para eliminar a violência e a discriminação contra as pessoas por sua orientação sexual".

Embora tenha reconhecido que o caminho para a igualdade plena é longo, Hillary disse que "o exemplo dos que lutam pela igualdade de direitos nos Estados Unidos dá esperança a homens e mulheres de todo o mundo".

Fazendo uma retrospectiva, ela lembrou que o movimento que começou há 40 anos com os protestos de Stonewall, em Nova York, hoje se transformou em um movimento global que busca "conseguir um mundo em que todas as pessoas vivam livres de violência e medo, independentemente de sua orientação sexual".

A secretária pediu que seja renovado o compromisso para conseguir um mundo "em que todas as pessoas possam viver em condições de segurança e liberdade, sem importar quem sejam ou a quem queiram".

Espera-se que o Departamento de Estado anuncie em breve um plano para que os parceiros dos diplomatas homossexuais recebam os mesmos benefícios que os cônjuges dos diplomatas heterossexuais.

No começo do ano, cerca de 2.200 funcionários do Governo relacionados com assuntos de política externa assinaram e enviaram uma carta a Hillary pedindo ao Governo que equiparasse os benefícios aos casais de mesmo sexo.

O Governo também está estudando a derrogação da lei que estabelece que os homossexuais que servem nas Forças Armadas não podem mostrar essa condição abertamente, aprovada em 1993 durante a Presidência de Bill Clinton (1992-2000). EFE elv/rr

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