Hillary repudia nova condenação imposta à birmanesa Suu Kyi

Washington, 11 ago (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, criticou hoje a nova condenação imposta à líder da oposição birmanesa e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que terá de passar mais 18 meses em prisão domiciliar.

EFE |

Em declarações à imprensa em Goma, na República Democrática do Congo (RDC), Hillary disse que Suu Kyi "não deveria ter sido condenada", segundo um comunicado divulgado em Washington pelo Departamento de Estado.

"Continuamos pedindo que a libertem da ininterrupta prisão domiciliar", destacou a chefe da diplomacia americana , dirigindo-se à Junta Militar birmanesa.

Numa decisão anunciada hoje, Suu Kyi foi declarada culpada por violar a prisão domiciliar e condenada a três anos de trabalhos forçados pelo tribunal que a julgou.

Depois que os juízes anunciaram o veredicto, a Junta Militar trocou a pena imposta à Nobel da Paz e mandou-a de volta para casa para que cumprisse mais 18 meses de prisão domiciliar.

A ativista foi acusada de violar os termos de sua pena anterior ao dar abrigo por duas noites ao americano John Willian Yettaw, julgado por infringir a lei de segurança nacional e condenado a sete anos de prisão e a quatro de trabalhos forçados.

Diante desse contexto, Hillary também pediu à Junta birmanesa que liberte os mais de 2.000 presos políticos do país, inclusive Yettaw, que tem diabete.

"A dura sentença imposta a ele nos preocupa, ainda mais considerando sua condição médica", destacou a diplomata.

A secretária de Estado aproveitou a ocasião para pedir ao regime birmanês que "interrompa imediatamente a repressão contra tantas pessoas" e "inicie um diálogo com a oposição e os grupos étnicos" de Mianmar.

"De outra maneira, as eleições marcadas para o próximo ano não terão legitimidade alguma", concluiu. EFE ca/sc

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