Hillary rejeita libertação de líbio que explodiu avião na Escócia

Washington, 18 ago (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse hoje que seria inadequado e absolutamente errado colocar em liberdade o único condenado pelo atentado de Lockerbie, em 1988, o líbio Abdelbaset Ali Mohamed al-Megrahi.

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"Os Estados Unidos expressaram seu ponto de vista nos últimos meses e seguimos insistindo em que seria inadequado e iria contra o desejo das famílias das vítimas que sofreram perdas tão graves pelas ações que levaram ao atentado" ao voo 103 da companhia aérea americana Pan Am, no qual 270 pessoas morreram, afirmou.

Hillary, que fez as declarações em um comparecimento junto ao chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, explicou que o caso do líbio a afeta porque conheceu muitos membros de famílias que perderam entes queridos no atentado.

"Considero que é absolutamente errôneo deixar em liberdade alguém que esteve preso com base em provas que o implicam em um crime tão horrendo", afirmou.

Ela explicou que os Estados Unidos seguem "encorajando" as autoridades escocesas a não libertarem o terrorista líbio.

Na semana passada Hillary ligou para o ministro da Justiça da Escócia, Kenny MacAskill, para expressar sua oposição à eventual libertação de Megrahi, e insistiu em que o líbio "deve cumprir toda a sua pena na Escócia".

O Alto Tribunal da Escócia aceitou hoje que o terrorista líbio retirasse o segundo recurso que apresentou contra a sentença de prisão perpétua, o que elimina um possível obstáculo a sua eventual repatriação à Líbia por motivos humanitários, já que sofre de câncer de próstata em fase terminal.

O líbio foi condenado pela Justiça britânica a um mínimo de 27 anos de prisão pela morte de 270 pessoas, após a explosão em pleno voo de um avião da Pan Am sobre a localidade escocesa de Lockerbie.

EFE cae/db

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