Hillary reitera compromisso dos EUA em ajudar Haiti

Washington, 13 jan (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ressaltou hoje o compromisso dos Estados Unidos de mobilizar o que for necessário para auxiliar o Haiti após o terremoto desta terça-feira.

EFE |

"Vamos dar ao povo do Haiti o apoio que precisar enquanto avança através de outra catástrofe", disse Hillary, que lamentou que a tragédia atinja de novo o país após a série de furacões do ano passado.

"Os EUA estão totalmente comprometidos. Nosso Exército está totalmente comprometido. Nossas equipes de resgate estão em andamento ou estão a ponto de sair e vamos fazer todo o possível para tentar salvar o maior número de vidas", afirmou.

O presidente americano, Barack Obama, prometeu apoio total ao Haiti e ordenou o envio de um contingente militar, incluindo um porta-aviões, para ajudar o país.

Segundo Hillary, militares americanos estão tentando restabelecer os sistemas de controle do tráfego aéreo no aeroporto de Porto Príncipe, que foi seriamente danificado.

"A situação é horrível e, infelizmente, ainda não temos a informação que nos de um rumo de como vamos ser capazes de responder de maneira eficaz", disse.

A secretária de Estado, que se encontra em Honolulu e tinha previsto uma viagem por Papua Nova Guiné, Nova Zelândia e Austrália, se mantém em contato com o secretário de Defesa, Robert Gates, e outros membros do Governo.

Ela afirmou que continuará com sua viagem, mas que a equipe americana tentará reorganizar algumas reuniões.

Há cerca de 45 mil cidadãos americanos no Haiti. "Nossa principal responsabilidade é assegurar que estão a salvo e evacuar os que precisem de atendimento médico", assegurou.

Por enquanto, não há notícias de mortos americanos, mas há oito feridos, quatro deles em estado grave.

O terremoto aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe. O primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, cifrou hoje em "centenas de milhares" o número de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE elv/rr

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