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Hillary quer UE forte para cooperar em questões estratégicas

BRUXELAS - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, comprometeu-se nesta sexta-feira a dar vigor à relação transatlântica e a promover uma União Europeia (UE) mais forte contra desafios como a crise econômica, a mudança climática, o conflito no Afeganistão e as relações com a Rússia.

EFE |

"A UE é um parceiro estratégico fundamental para os Estados Unidos (...) com o qual nos fortalecemos mutuamente", ressaltou Hillary, após se reunir por uma hora e meia com os principais representantes da diplomacia comunitária europeia, finalizando sua visita de três dias a Bruxelas.

Com este interesse, a nova Administração americana terá mais em conta a colaboração dos europeus, afirmou a secretária, em entrevista coletiva junto à comissária de Relações Exteriores da União Europeia (UE), à espanhola Benita Ferrero-Waldner; ao chefe da diplomacia europeia, o também espanhol Javier Solana; e ao presidente rotativo do Conselho de Relações Exteriores, o tcheco Karel Schwarzenberg.

As conversas se focaram na crise financeira, na mudança climática, no conflito no Afeganistão, no processo de paz no Oriente Médio, nos Bálcãs e nas relações com a Rússia. Além disso, serviram para confirmar o comparecimento do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à cúpula bilateral UE-EUA, 5 de abril em Praga.

Hillary Clinton solicitou a participação dos 27 estados-membros da UE no processo de revisão estratégica da missão no Afeganistão, através dos elementos civis prioritários para a União Europeia: melhora no Estado de direito e reforma policial.

Por outra parte, reiterou o apoio de Washington a um "mercado comum da energia" na UE e à diversificação das fontes do abastecimento de gás, para evitar problemas como o corte de gás russo através da Ucrânia.

Quanto às relações com a Rússia, com cujo ministro de Relações Exteriores, Serguei Lavrov, ela se reunirá nesta sexta-feira em Genebra, Hillary insistiu no desejo americano de cooperar com Moscou no eventual escudo antimísseis na Polônia e na República Tcheca.

Além disso, agradeceu à UE por se dispor a trabalhar com Washington "para determinar uma política sobre os presos de Guantánamo", cadeia americana para suspeitos de terrorismo capturados no exterior que Obama pretende fechar.

"Se determinamos que isso é apropriado, discutiremos com nossos amigos e parceiros da UE", disse a respeito da polêmica pedido sobre alguns dos presos serem e acolhidos em solo europeu, após libertados.

Antes desta reunião na sede do Conselho Europeu, Hillary Clinton reuniu-se com jovens no Parlamento Europeu. Ali, lançou mão de seu carisma para demonstrar o espírito de cooperação e diálogo na política externa da nova Administração americana.

A visita de Hillary a Bruxelas teve como eixos centrais a União Europeia e a Otan, onde ontem se reuniu com os outros ministros de Relações Exteriores aliados.

Neste fórum, conseguiu convencer todos os países - inclusive o mais cético, a Lituânia - de que a recuperação do diálogo com a Rússia empreendido por Barack Obama não será em detrimento dos interesses dos países do leste europeu.

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