Hillary quer que caso de americanos presos no Haiti seja resolvido logo

Washington, 5 fev (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressou hoje o desejo de que o caso dos dez americanos detidos no Haiti por tentar levar ilegalmente 33 crianças seja resolvido com prontidão.

EFE |

Em breves declarações à imprensa no departamento de Estado, a chanceler explicou que os Estados Unidos estão fornecendo serviços consulares aos detidos, aos quais têm "pleno acesso". Eles foram acusados formalmente na quinta-feira de tráfico de menores e formação de quadrilha.

O embaixador dos EUA no Haiti, Kenneth Merten, está em contato com o Governo haitiano para tratar do caso, explicou Hillary. No entanto, a chanceler quis deixar claro que se trata de um assunto concernente ao sistema judiciário do Haiti.

"Obviamente, este é um assunto do sistema judiciário haitiano", insistiu para deixar claro que os Estados Unidos não estão querendo interferir nas decisões jurídicas do país caribenho.

Segundo Hillary, este é um caso que está em mãos de "uma nação soberana" e que fez a acusação baseando-se nas provas que apresentou quando anunciou a acusação formal.

Apesar disso, Washington continuará apoiando os americanos, como faz em todos os casos nos quais seus cidadãos são detidos no exterior, acrescentou a chanceler.

"Continuaremos apoiando os americanos acusados e esperamos que este assunto possa ser resolvido com prontidão", disse.

Essa é a segunda declaração oficial de Hillary sobre o caso dos dez americanos acusados, que é acompanhado muito de perto nos EUA, depois da feita na quarta-feira quando lamentou a atuação do grupo.

A chanceler considerou errado que, por qualquer motivação, esse grupo de americanos "tomasse o assunto por suas próprias mãos".

Hillary afirmou, além disso, que as autoridades haitianas facilitaram o acesso consular aos detidos. Ela reiterou a preocupação do Governo americano com o tráfico de pessoas, "particularmente grave no caso das crianças, seja para utilizá-los como escravos, vendê-los para adoção, ou abusá-los de outra maneira".

"Levamos isso muito a sério", enfatizou a secretária de Estado.

Os dez acusados compareceram na quinta-feira a uma audiência perante a Procuradoria haitiana, na qual reiteraram sua inocência e explicaram que sua única intenção era ajudar.

Os missionários foram interceptados pelas autoridades haitianas e detidos na semana passada, quando pretendiam passar ao território da República Dominicana em um ônibus com os menores, que tinham entre dois e 12 anos.

Por não dispor da documentação necessária para sair do país com as crianças, os americanos, membros da organização batista New Life Children's Refuge foram detidos. EFE cai/sa

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