Hillary quer coordenação global contra a pirataria

Por John Whitesides WASHINGTON (Reuters) - A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, defendeu na quarta-feira um esforço coordenado da comunidade internacional contra a pirataria na costa nordeste da África, e prometeu enviar um representante a uma conferência de doadores para a Somália a fim de propor novas medidas contra o banditismo marítimo.

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Ela disse que a crescente ameaça naquela região exige novas estratégias para prender e punir os piratas, localizar e congelar seu patrimônio e garantir a liberação dos navios ainda retidos.

"Temos de agir rápida e decisivamente para combater essa ameaça", disse Hillary a jornalistas no Departamento de Estado. "Esses piratas são criminosos, são quadrilhas armadas no mar, e os que tramam tais ataques devem ser contidos, e os que os cometem devem ser levados à Justiça", afirmou ela.

Piratas somalis, audaciosos e fortemente armados, cometem cada vez mais ataques contra navios no golfo de Aden, uma rota estratégica para a ligação entre Europa e Ásia (via o canal de Suez). Nos últimos anos, eles capturaram dezenas de navios, fizeram centenas de marinheiros como reféns e obtiveram milhões de dólares em resgates.

No domingo, atiradores da Marinha dos EUA mataram três piratas que mantinham havia cinco dias o capitão de um navio como seu refém em um bote salva-vidas. O incidente não dissuadiu os piratas dos ataques.

Na quarta-feira, a Marinha francesa prendeu 11 piratas somalis que haviam tentado ocupar um navio de bandeira liberiana, e outros piratas liberaram um navio grego capturado em março.

Para buscar uma melhor coordenação no combate ao problema, Hillary disse que enviará um representante à reunião de doadores para a Somália que está marcada para o dia 23 em Bruxelas.

"Podemos estar lidando com um crime do século 17, mas precisamos aplicar recursos do século 21", disse ela. "Nosso enviado vai trabalhar com nossos parceiros para ajudar os somalis a nos assistirem na repressão às bases dos piratas e na diminuição dos incentivos para que os jovens somalis se envolvam com a pirataria."

Ela disse também que os piratas parecem estar usando o dinheiro do resgate para comprar equipamentos cada vez mais sofisticados, como lanchas velozes.

No Pentágono, o porta-voz Bryan Whitman disse que será difícil acabar rapidamente com os ataques, e que a presença naval internacional na região tem efeito limitado. "Não se pode estar em todos os lugares", afirmou.

(Reportagem adicional de Andrew Gray e Tabassum Zakaria)

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