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Hillary promete relação diplomática enérgica com América Latina

WASHINGTON - A ex-primeira dama Hillary Clinton, que deve assumir a Secretaria de Estado no governo Barack Obama, prometeu nesta terça-feira estabelecer uma enérgica relação diplomática com a América Latina.

Redação com agências internacionais |

A senadora democrata por Nova York assegurou ao Comitê de Relações Exteriores do Senado que existem oportunidades para "reforçar a cooperação" em toda a região e trabalhar em objetivos comuns em matéria econômica, de segurança e ambiental.

"Voltaremos a iniciar uma enérgica colaboração com a América Latina, em busca de um melhor entendimento e uma maior relação com os países da região", assinalou.

A senadora destacou que os Estados Unidos não compartilham apenas interesses políticos, econômicos e estratégicos com os latino-americanos, mas também muitos legados culturais.

"Esperamos trabalhar em muitos assuntos durante nossa Cúpula das Américas em abril", e estabelecer uma nova aliança em matéria energética com a América Latina que insista nas novas tecnologias e nas fontes de energia renováveis, afirmou.


Hillary foi ao Senado para ser sabatinada pelos senadores americanos / AP

Melhorar imagem

Hillary Clinton afirmou nesta terça-feira que tentará melhorar a imagem do país com uma "combinação inteligente" de diplomacia e defesa. A próxima chefe da diplomacia americana - segundo tudo indica - está decidida a criar novas alianças no mundo todo, porque, segundo ela, o país não pode resolver as coisas sozinho, mas "o mundo não pode resolvê-las sem os EUA".

"Devemos usar o que se denominou como poder inteligente, a ampla gama de ferramentas a nossa disposição. Com um poder inteligente, a diplomacia estará na vanguarda de nossa política externa", afirmou Hillary em seu testemunho.

Conflito em Gaza

A ainda senadora democrata por Nova York enfrentará, caso seja confirmada no cargo, sérios desafios diplomáticos, como a recente crise na Faixa de Gaza.

"O presidente eleito e eu entendemos e somos profundamente compreensivos com o desejo de Israel de se defender nas atuais circunstâncias, e de se livrar dos disparos de foguetes do Hamas", disse Clinton. "Ele também se preocupa com os trágicos custos humanitários trazidos pelo conflito no Oriente Médio e da dor e do sofrimento de civis palestinos e israelenses", acrescentou.

A ex-primeira-dama e ex-candidata à eleição presidencial afirmou que os recentemente acontecimentos em Gaza reforçaram a determinação dela e do futuro presidente Obama de buscar um acordo de paz justo e duradouro.

"Vamos empreender todos os esforços para apoiar o trabalho de israelenses e palestinos em busca desse resultado", destacou.

Abrir portas ao Irã

Hillary Clinton declarou que a nova administração americana tentará abrir relações com o Irã para tentar uma nova aproximação.

"Buscaremos uma nova, talvez diferente, aproximaçao com o Irã e adotaremos uma atitude em relação ao diálogo que talvez dê frutos", afirmou a ex-primeira-dama.

Os Estados Unidos e outras potências ocidentais tentam fazer com que o Irã suspenda seu programa nuclear, qaty otras potencias occidentales intentan que Irán suspenda su programa nuclear, suspeito de ter fins bélicos, algo que Teerã nega.

Relação com a China

Na audiência, ela afirmou também que a melhoria das relações sino-americanas não devem ser um esforço "em sentido único" e depende da atitude de Pequim.

"Desejamos uma relação positiva e de cooperação com a China, no seio da qual nos aprofundaremos e reforçaremos nossas relações num certo número de domínios", disse Hillary, segundo o texto de seu discurso.

"Mas não é um esforço no sentido único. Grande parte do que faremos dependerá das escolhas que a China fizer sobre seu futuro interna e externamente", acrescentou a ex-primeira-dama de 61 anos.

Diplomacia pelo mundo

Assim como Obama, Hillary insistiu em que redobrará os esforços para a estabilização do Afeganistão e pressionará o Paquistão para que elimine os esconderijos que o grupo terrorista Al-Qaeda encontrou em território paquistanês.

Hillary e Obama apóiam também o fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba, e a expansão do Exército e da Marinha. Além disso, ambos compartilham a opinião de que o hoverno do atual presidente americano, George W. Bush, diminuiu o valor da diplomacia internacional.

"A política externa deve ser baseada em um casamento de princípios e pragmatismo, não em uma rígida ideologia", afirmou Hillary.

Cuba

A senadora afirmou ainda que o governo de Barack Obama quer retirar as restrições de viagens de famílias que desejam visitar seus parentes em Cuba e pediu a Havana que faça suas próprias concessões.

Hillary disse esperar que o governo cubano liberte presos políticos e abra sua economia. "O presidente eleito (Barack Obama) está comprometido em retirar as restrições de viagens. Ele acredita que cubanos-americanos são os melhores embaixadores da democracia, liberdade e economia de livre mercado", afirmou Hillary.

Confirmação no Senado

Hillary Clinton, designada pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, como próxima secretária de Estado, enfrenta nesta terça-feira a sua audiência de confirmação na Comissão de Relações Exteriores do Senado, presidida por John Kerry, senador e candidato presidencial em 2004.

Caso seja confirmada no cargo, Hillary será a terceira mulher a liderar a diplomacia americana, após Madeleine Albright e a atual secretária de Estado, Condoleezza Rice.

Na quarta-feira, a mesma comissão terá a audiência de confirmação de Susan Rice como embaixadora dos EUA perante a ONU.

Rice e Clinton foram designadas para esses cargos por Obama em novembro passado e, como ocorre com todos os postos do novo Gabinete, requerem a confirmação do Senado.

Os democratas, que chegaram à maioria no Senado após o pleito de 4 de novembro, querem votar a confirmação de todos, ou quase todas as nomeações para o Gabinete, ainda antes da posse de Obama, no dia 20 de janeiro.

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* Com EFE e AFP

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